Argentinos negociam na Europa e EUA

Enquanto a equipe econômica brasileira se encontra na Europa para acalmar os ânimos dos investidores e explicar a situação econômica do Brasil, a equipe econômica da Argentina tenta buscar apoio para fechar um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), bem como tatear o humor daqueles prejudicados com o default. O secretário de Finanças argentino, Guillermo Nielsen, está mantendo uma série de reuniões, em Londres, com um grupo de representantes de detentores europeus da dívida pública argentina. Também estarão reunidos os investidores italianos, os principais detentores de títulos argentinos. O governo não pretende discutir a renegociação da dívida, menos ainda estabelecer datas para tratar o assunto mas sim explicar que enquanto não tiver o apoio necessário do Fundo Monetário Internacional, o país não poderá estabelecer uma meta ou compromisso com os investidores. O argumento do secretário Nielsen é o de que somente após a assinatura do stand by com o FMI, o governo poderá apresentar um programa de renegociação da dívida para normalizar a situação com os credores.Hoje, ainda, o secretário de Finanças partirá para Nova York e Washington. Na primeira cidade norte-americana, ele se reunirá também com investidores e com bancos e fundos de investimentos. O objetivo dos encontros com bancos é o de ganhar apoio à iniciativa de que os bancos concedam garantias externas para os novos depósitos em dólares, que possam ser destinados a créditos para pré-financiar as exportações. A intenção do Ministério de Economia é captar parte dos US$ 15 milhões a US$ 20 milhões de dólares que os argentinos têm fora do sistema e, como o governo crê, estejam investidos fora do país. Na quinta-feira, o secretário seguirá para Washington, onde manterá discussões com o FMI para elaborar o rascunho da carta de intenções.Leia o especial

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