Argentinos podem pedir nova redução da TEC

O governo argentino voltou a ameaçar os empresários com umamaior abertura às importações para conter o aumento de preços no mercadointerno. O Ministério da Produção admitiu que já estuda reduzir a TarifaExterna Comum (TEC), do Mercosul, caso setores monopolistas como aço,químicos básicos, petroquímicos e derivados de petróleo aumentem seuspreços. A informação foi publicada no jornal argentino La Nacion. No inícioda semana, o próprio presidente Eduardo Duhalde já havia ameaçado osprodutores de açúcar com uma maior abertura do mercado argentinoao açúcar brasileiro, cujos preços são muito inferiores ao do produzidolocalmente. O comércio bilateral de açúcar, praticamente inexistente, éregido por regras especiais do Mercosul.Uma eventual redução da TEC - a tarifa é apenas para produtoscomprados fora do bloco - depende da autorização dos parceiros do Mercosul.O tema deve ser discutido nesta sexta-feira em Buenos Aires, quando seencontram os ministros das Relações Exteriores dos quatro países do bloco,mais os parceiros Chile e Bolívia. Inicialmente, o encontro estava previstopara acontecer entre os presidentes, mas não possível acertar a participaçãode todos os líderes. O presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo,viaja para a Rússia. O próprio presidente Duhalde está com a agenda tomadapor encontros com representantes de vários setores da sociedade em busca deapoio para a lei de Emergência Financeira e para a manutenção dos preços.No ano passado, a Argentina pediu e conseguiu uma licença dos parceiros parasuspender a TEC sobre importações de bens de capital e de tecnologia. Com atroca do governo argentino e a desvalorização cambial, o Brasil acredita quejá é hora de acabar com a exceção da TEC que foi concedida à Argentina,segundo afirmou na semana passada em Brasília o secretário-executivo daCâmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Giannetti da Fonseca. O temaserá discutido na sexta-feira.Leia o especial

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