Argentinos propõem cotas para eletrodomésticos do Brasil

Cotas fixas de importações argentinas de eletrodómésticos brasileiros por cinco anos com possibilidade de revisões anuais. Esse é o teor do acordo que o setor privado quer fechar com o Brasil, segundo uma fonte da União Industrial Argentina (UIA).Para as importações anuais de geladeiras, a cota seria de 160 mil. Os empresários brasileiros querem exportar 435 mil unidades. A UIA considera uma cifra "dramática" porque representaria 96% do mercado local. No caso dos fogões, os argentinos querem um limite de 60 mil unidades por ano e o Brasil aceita 160 mil. Para as máquinas de lavar roupa, os empresários argentinos desejam fixar uma cota de 66 mil unidades por ano, mas os fabricantes brasileiros pedem 231 mil unidades anuais.Um relatório da UIA afirma que 17 empresas de eletrodomésticos locais fecharam as portas entre 1992 a 2003. Segundo o estudo, o fechamento foi uma conseqüência direta das importações brasileiras. O estudo diz que em 2002 e 2003, as importações de refrigeradores brasileiros foram seis vezes maiores que nos anos anteriores. Já os fogões e máquinas de lavar roupas foram cinco vezes mais.Segundo os empresários argentinos, "a indústria brasileira é dez vezes maior que a argentina e também conta com fortes incentivos". Em tal situação, justifica a UIA, é "impossível competir" com o Brasil. A entidade garante que a indústria local "tem capacidade para abastecer normalmente 100% da demanda interna".

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