Argentinos reiniciam protestos contra crise

Os argentinos voltam a perder a paciência. Depois de uminício do ano calmo, numa espécie de trégua ao novo presidente, a população aos poucos volta às ruas para protestar contra o atraso nos salários, o aumento de preços e a dificuldade de fazer transações em pesos. Protestos epanelaços, ainda que pequenos, foram registrados ontem em várias partes do país. Hoje, os ânimos estão ainda mais exaltados. O motivo do descontentamento é a decisão de ontem da Justiça suspendendo liminares que garantiam aos correntistas retirar seus depósitos bancários. Há também protestos porque o Banco Central decidiu adiar novamente aabertura dos bancos e das operações de câmbio.As associações de consumidores também ameaçaram hoje ir às ruas se os preços continuarem a subir. Pelo menos por enquanto, não foram registrados saques. Mas ontem, nomunicípio de Lanus, funcionários públicos e polícia se enfrentaram nas ruas. Os coletores de lixo protestaram, com queima de pneus e pedras, contra o atraso no pagamento dos salários. Já no centro de Buenos Aires, cerca de 200 agentes de viagem pararam o trânsito no fim da tarde e fizeram um panelaço em frente à sede argentina da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), para protestarcontra a decisão das companhias de aviação aceitar o uso de cartão de crédito ou pesos para compra de passagens.Em outro golpe para o consumidor, a maior parte dos postos de combustível também suspendeu as vendas com cartão de crédito. Representantes do setor negociam com as administradoras para que diminuam os prazos de pagamento, alegando que o setor está à beira da quebra. Leia o especial

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