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Argentinos veem 2014 com pessimismo

BUENOS AIRES - Uma pesquisa elaborada pela consultoria Focus Economicus entre economistas e consultorias financeiras da Argentina e estrangeiras indica que o pessimismo predomina nas expectativas para este ano, já que esperam aumentos de preços e esfriamento da economia.

Ariel Palacios, correspondente, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2014 | 02h08

Segundo o levantamento feito pela consultoria, os entrevistados, em média, consideram que a inflação neste ano chegará a 35,3%. O dólar oficial acumula desde o início deste ano uma desvalorização de 23%.

Mas, segundo as estimativas dos economistas pesquisados, o governo realizaria uma sequência de minidesvalorizações de março até o fim deste ano que totalizaria uma perda adicional de 20% do valor. Segundo aos cálculos, o dólar oficial chegaria em dezembro em 9,91 pesos.

Os economistas consultados calculam que o crescimento do PIB seria de apenas 0,6%.

Além disso, a pesquisa sustenta que as reservas do Banco Central, atualmente em US$ 27,37 bilhões, seriam reduzidas para US$ 24,2 bilhões.

Outra pesquisa, elaborada pela TNS Gallup e a Universidade Católica Argentina (UCA) sustenta que o ânimo dos argentinos em relação ao futuro econômico é o pior desde 2008, ano da pior crise política do governo da presidente Cristina Kirchner - que estava em confronto com os ruralistas - além dos problemas financeiros internacionais.

Mais da metade - 54% - dos argentinos consideram que a economia está "mal" ou "muito mal". Segundo a pesquisa 62% dos entrevistados afirmam que a receita familiar é insuficiente para viver dignamente.

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