Arquidiocese de SP quer mais acesso de mercado ao Brasil

Para retomar o crescimento, o Brasil precisa participar do mercado global com produtos de qualidade e a exportação é importante dentro da nova ordem econômica mundial. A declaração é do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Claudio Hummes, à imprensa internacional, em Bruxelas, hoje, ao ser questionado se o governo Lula está conseguindo conjugar às demandas sociais com as pressões dos mercados.Dom Claudio achou graça da observação de que o discurso da Igreja assemelha-se ao da diplomacia e ao dos quadros do governo. Depois, o cardeal complementou que existe, realmente, uma harmonização de idéias, porque "existe esperança na presidência Lula". E, segundo Dom Claudio, este governo orienta a ação diplomática sobre uma perspectiva humanista para buscar o desenvolvimento nacional. "O Mercosul hoje é tão forte e mais importante que antes", acrescenta.Ao responder sobre as possíveis oportunidades que possam ser geradas pelos acordos biregionais com a União Européia (UE) e outros parceiros comerciais, o cardeal diz que neste projeto o governo Lula, "que não é neo-liberal, consegue falar de exportação, resgatando a pobreza, sem a ruptura com o movimento internacional"."O Brasil deve fazer de tudo para ficar conectado com a ordem econômica internacional", concluiu.Dom Claudio está, na capital européia, por dois dias, para buscar cooperação internacional, ao projeto do Centro Arquidiocesano do Trabalhador (Ceat), orientado ao cidadão pobre, marginalizado do processo produtivo. O Ceat tem quatro unidades de serviço, implantadas na periferia de São Paulo, e perspectiva de instalação de mais oito unidades. O programa, segundo informações da Arquidiocese de São Paulo, cria e estabele pontes de cooperação e comunicação entre os setores públicos, privados e a sociedade civil. Atende, não somente o desempregado, como dá suporte ao núcleo familiar do cidadão excluído.O programa tem o apoio da prefeitura de São Paulo. Das viagens à Europa, existe uma promessa do governo da Lombardia (Itália), para um financiamento em torno de US$ 200 mil, que poderá sair no próximo ano.

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