Arrancada da produção industrial era esperada, diz Mantega

Ministro prevê que atividade deve fechar 2007 em alta de 6% e diz que crescimento não significa inflação

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

05 de dezembro de 2007 | 10h43

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta quarta-feira, 5, que uma arrancada forte na produção industrial no final deste ano já era esperada. Por isso, ele disse não ver com surpresa os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, na sua avaliação, são extremamente positivos.  Veja também:Produção industrial tem o melhor desempenho em 4 anos A produção industrial cresceu 2,8% em outubro ante setembro e 10,3% na comparação com outubro do ano passado. Ambos os resultados superaram o teto das previsões dos analistas nas duas bases de comparação. "Isso mostra que a produção industrial está crescendo acima de 5% ao ano e deve fechar o ano em torno de 6%", disse Mantega.  Para ele, no entanto, esse movimento "não quer dizer que vá se traduzir em inflação maior". Ele aproveitou para, mais uma vez, insistir na avaliação de que um maior crescimento da economia não leva necessariamente a uma alta da inflação. "Temos de perder a mania de achar que um crescimento maior resulta necessariamente em inflação maior", disse Mantega.  O ministro afirmou que tem acompanhado com bastante atenção a evolução dos preços industriais este ano, que, segundo ele, têm crescido em média 3%, "portanto abaixo da meta de inflação". Ele avaliou que os preços industriais não estão contribuindo para qualquer elevação da inflação. "Quem mais está contribuindo para alguma elevação de preços são os agrícolas." Mantega destacou que esta elevação de preços agrícolas é decorrente de uma "safrinha malsucedida", por falta de chuvas. "Feijão e outras leguminosas, que dependem de chuva, foram prejudicados."  Ele reforçou a avaliação de que "a inflação não preocupa" e "tem algumas oscilações sazonais".  Juros Em dia de decisão do Copom, o ministro evitou comentar o impacto dos dados divulgados nesta quarta na decisão de logo mais, dos diretores do Banco Central. "Não opino sobre a visão do Copom. O Copom faz a avaliação dele. Tem uma visão mais alta do que isso que estamos falando e a tendência para o próximo ano e toma a decisão", disse. Como não conhecia os dados de inflação divulgados, o ministro evitou fazer comparações.

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