Arrecadação com cobrança do IR cresceu 4,16%

A arrecadação da Receita Federal com a cobrança do Imposto de Renda em 2001 somou R$ 64,908 bilhões, de acordo com os dados divulgados pelo secretário-adjunto do Fisco, Ricardo Pinheiro. O valor é, em termos reais (considerando a variação do IGP-DI), 4,16% superior ao apurado em 2000. O imposto de renda cobrado das pessoas físicas cresceu 0,38% para R$ 4,057 bilhões. A CPMF também ajudou os cofres da Receita em 2001. De acordo com os dados, foi arrecadado um total de R$ 17,197 bilhões com esse tributo, valor 6,77% superior ao apurado em 2000. A Cofins também garantiu à Receita R$ 46,364 bilhões no ano passado, um crescimento real de 5,46% em relação ao apurado em 2000. O imposto de renda cobrado das pessoas jurídicas, por outro lado, registrou uma queda real de 13,02%, passando para R$ 16,984 bilhões. Houve também uma retração de 8,65% na arrecadação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que fechou o ano passado em R$ 9,366 bilhões. Além disso, a arrecadação com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) caiu 6,21%, fechando 2001 em R$ 19,455 bilhões. Para Pinheiro, essas quedas podem ser explicadas, em boa parte, pelas arrecadações atípicas registradas em 2000 e que não se repetiram em 2001. "Em 2000 a arrecadação da CSLL, por exemplo, contou com o ingresso de R$ 832,4 milhões decorrente de débitos em atraso ou depósitos administrativos, algo que não aconteceu em 2001", explicou Pinheiro. Segundo o secretário, se fossem expurgadas todas essas excepcionalidades registradas em 2000, o crescimento da arrecadação em 2001 teria sido de 2% e não de apenas 0,88% como registrado.

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