Arrecadação cresce menos, mas ainda é recorde em fevereiro

A arrecadação de tributos federaiscresceu 10,2 por cento em fevereiro, em termos reais, emrelação ao mesmo período do ano passado e somou 48,144 bilhõesde reais, valor recorde para o mês. Os números, divulgados pela Receita Federal nestaquinta-feira, mostram que houve crescimento a despeito do fimda CPMF --tributo que em fevereiro de 2007 havia respondido poruma arrecadação de 2,8 bilhões de reais. Para o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, odesempenho das receitas reflete o crescimento da economia ereforça a avaliação do Fisco de que a arrecadação de janeiro,que cresceu 20 por cento frente ao mesmo mês de 2007, foi "umponto fora da curva". "A arrecadação é uma demonstração de que a economiabrasileira está forte mesmo com todas as intempéries queestamos atravessando", disse Rachid a jornalistas. "Esperamos que (o crescimento) continue", afirmou,acrescentando que as receitas maiores abrem espaço para ogoverno promover novas desonerações tributárias. Ele argumentou que, apesar de a arrecadação seguir em altamesmo sem a CPMF, a contribuição era importante por terdestinação específica para áreas sociais e por ficar com ogoverno federal. Ao contrários dos impostos, as receitas dascontribuições não são divididas com Estados e municípios. Em fevereiro, a arrecadação do Imposto de Renda PessoaJurídica, incidente sobre o lucro das empresas, cresceu 12,4por cento frente a 2007. O recolhimento da Cofins teve alta de19,1 por cento. A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF),cujas alíquotas foram elevadas em janeiro para compensar partedas perdas com o fim da CPMF, subiu 176,8 por cento, para 1,65bilhão de reais. No ano, a arrecadação federal soma 111,046 bilhões dereais, 15,6 por cento acima do recolhido no primeiro bimestrede 2007. Os dados são corrigidos pelo Índice Nacional de Preçosao Consumidor Amplo (IPCA).

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