Marcos Santos/USP Imagens
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Arrecadação de impostos cresce acima da inflação em janeiro

Operações extraordinárias ajudaram a elevar o recolhimento de impostos para R$ 137,3 bi, um ganho real de 0,8% em relação a mesmo mês de 2016

Lorenna Rodrigues e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2017 | 15h53

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 137,392 bilhões no primeiro mês de 2017, um aumento real (já descontada a inflação) de 0,79% na comparação com igual mês de 2016. Em relação a dezembro, houve aumento de 7,26%.

Entre as razões para o aumento no recolhimento de impostos está uma arrecadação extraordinária de R$ 487 milhões com ganho de capital na alienação de bens. 

Duas grandes operações financeiras que ocorreram no mês de janeiro podem estar relacionadas a esse resultado, ambas no setor de energia. O leilão de privatização da Celg, distribuidora de energia goiana, ocorreu no fim de novembro, mas a liquidação da operação foi em 30 de janeiro. O vencedor foi a italiana Enel, que pagou R$ 2,187 bilhões. Já a chinesa State Grid gastou R$ 14,19 bilhões para adquirir o controle da CPFL Energia em 23 de janeiro. Agora, a companhia pretende comprar as ações da CPFL ainda no mercado. 

Além disso, as receitas administradas por outros órgãos subiram 60,86% em janeiro, passando de R$ 3,242 bilhões no mesmo mês de 2016 para R$ 5,494 no primeiro mês deste ano. 

O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 20 casas ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 124,500 bilhões a R$ 138,500 bilhões, com mediana de R$ 136,335 bilhões. 

 

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