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Arrecadação de impostos no País é recorde em agosto

O montante teve um crescimento real (pelo IPCA) de 13,36% em relação a agosto de 2006

Adriana Fernandes e Fábio Graner, da Agência Estado,

20 de setembro de 2007 | 16h29

A arrecadação de impostos e contribuições federais em agosto somou R$ 48,653 bilhões, valor recorde para o mês, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pela Receita Federal do Brasil. O montante teve um crescimento real (pelo IPCA) de 13,36% em relação a agosto de 2006 e uma queda 3,92% ante julho. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a arrecadação de impostos e contribuições somou R$ 381,487 bilhões, um crescimento real de 10,71% em relação ao mesmo período do ano passado.  No detalhamento do resultado, a arrecadação da Previdência Social somou R$ 12,957 bilhões em agosto, crescimento de 14,14% sobre o mesmo mês de 2006. No ano, a arrecadação das receitas previdenciárias soma R$ 94,963 bilhões, com aumento real de 12,25% entre janeiro e agosto. Segundo a Receita Federal, esse crescimento tem resultado da melhoria do mercado de trabalho.  CPMF A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) rendeu R$ 2,988 bilhões em agosto , apresentando um crescimento real de 10,48% sobre o mesmo mês do ano passado.  O governo já arrecadou R$ 23,7 bilhões de janeiro a agosto deste ano com o chamado "imposto do cheque". O valor é 11,19% maior que no mesmo período do ano passado, e supera a alta de 10,71% da arrecadação total da Receita Federal durante o ano de 1997. A expectativa do governo é arrecadar este ano R$ 36 bilhões com a CPMF.  Já a arrecadação gerada pelo Imposto de Importação teve redução real de 0,34% em agosto, na comparação com igual período do ano passado. Segundo nota da Receita Federal, a queda ocorreu porque em agosto de 2006 houve arrecadação extra de R$ 270 milhões.  O IPI vinculado às importações subiu, em termos reais, 16,39%, por conta do aumento de 26,61% no valor em dólar das importações tributadas, uma elevação de 15,37% na alíquota média efetiva do IPI vinculado à importação, além de uma redução de 8,81% na taxa média de câmbio, informou a Receita. Fumo  Os dados da Receita mostram também que houve aumento nominal de 28,18% na arrecadação do IPI incidente sobre o fumo por conta do reajuste de 30% no imposto, determinado em julho. O IPI incidente sobre automóveis teve aumento real de 21,57% em agosto, na comparação com igual mês de 2006, devido à expansão nas vendas no mercado interno. O IPI incidente sobre outros setores teve alta real de 22,06% na comparação agosto contra agosto, por conta da expansão da indústria.  No acumulado do ano, a Receita destaca a expansão real de 14,74% na arrecadação do imposto de importação, um aumento real de 13,27% no IPI de automóveis e de 16,83% no IPI incidente sobre outros setores.  A Receita também destacou o comportamento da arrecadação do Imposto de Renda tanto na pessoa física quanto na pessoa jurídica, que reflete medidas de intensificação dos controles e também expansão econômica de diversos setores. Essa expansão do IR ocorre tanto em agosto quanto no acumulado do ano.

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