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Arrecadação de março afasta chance de descumprimento de meta

A arrecadação federal no mês de março afasta as preocupações sobre o risco de descumprimento da meta de superávit primário do primeiro trimestre. Não se tratava exatamente de uma preocupação, mas sim de uma apreensão entre os analistas do mercado. Os resultados fiscais do setor público em fevereiro vieram ruins (por motivos específicos nas estatais, sobretudo o pagamento de dividendos da Petrobras) e qualquer ruído nos dados de arrecadação de março poderia apontar para dificuldades adicionais para o cumprimento da meta.Grande parte dos analistas não apostava em descumprimento da meta para o primeiro trimestre, mas passaram a acompanhar os números fiscais com maior atenção depois dos resultados de fevereiro. "Ficar abaixo da meta, mesmo que no primeiro trimestre, seria um sinal muito ruim para o governo na área fiscal. E o número de março traz um certo alívio", afirma o economista Fábio Akira, do JP Morgan. A meta de superávit primário ? arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais ? para o primeiro trimestre é de R$ 14,5 bilhões. Nos dois primeiros meses do ano, o superávit soma R$ 10,245 bilhões.O estrategista do Banco ING, Mauro Schneider, lembra que o descumprimento da meta, mesmo em um cenário de resultados ruins, só seria possível por determinação política, na qual não acredita, o que por sua vez traria um custo político nada desprezível. "O fato é que o número de março veio positivo e facilita o trabalho do governo", resume.Pressão sobre gastosA maior atenção com a área fiscal não se deve, no entanto, apenas à dificuldade de atingir a meta neste começo de ano. As pressões por aumentos de gastos com os reajustes do funcionalismo público e com o salário mínimo - isso sem contar os esqueletos como o do INSS - trouxeram o tema fiscal de volta ao foco. "O ponto é que nessas discussões o governo parece estar optando por usar o excesso de arrecadação que está vindo", afirma o economista chefe do Citibank, Carlos Kawall. Qualquer dificuldade para atender essas demandas no futuro, alertam os analistas, poderia implicar sacrifícios do pouco que o governo tem disponível no orçamento: os investimentos. Significaria uma piora na qualidade do gasto público, onde o custeio cresceria e o investimento cairia.

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