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Arrecadação é recorde em setembro, mas Receita corta previsão para o ano

Apesar do resultado de R$ 84 bi no mês, a projeção para a arrecadação do ano foi ajustada para uma alta entre 2,5% e 3%

Laís Alegretti e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

22 de outubro de 2013 | 09h53

Texto atualizado às 11h38

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais cobrados pela Receita Federal atingiu R$ 84,21 bilhões em setembro, resultado recorde para o mês. O resultado, contudo, já reflete os indicadores mais fracos da economia brasileira, na avaliação do secretário substituto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes. Por isso, segundo ele, o órgão já trabalha com redução na previsão de crescimento da arrecadação das receitas administradas pela Receita no ano. Antes, o Fisco previa aumento de 3%. Agora já trabalha com um valor que varia de 2,5% a 3%.

"Trabalhamos com essa faixa devido aos indicadores", explicou. A arrecadação de impostos teve alta real (com correção da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA) de 1,71% em relação a setembro de 2012. No acumulado do ano até setembro, a arrecadação soma R$ 806,44 bilhões, alta real de 0,89% sobre o mesmo período de 2012, um ritmo de crescimento praticamente estagnado.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 22, a arrecadação das chamadas receitas administradas somou R$ 82,26 bilhões. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de R$ 1,94 bilhão.

O governo conta com a entrada de recursos até o final do ano de entre R$ 7 bilhões e R$ 12 bilhões com os parcelamentos de débitos tributários, chamados Refis.

De janeiro a setembro, a arrecadação de IRPJ e CSLL, dois tributos que incidem sobre o lucro das empresas, apresentou crescimento de apenas 2,27%. Em termos nominais, o tributo que mais apresentou expansão de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado foi a contribuição previdenciária, com alta de R$ 6,594 bilhões, o que equivale a 2,87%. Em seguida na lista, estão Cofins e PIS/Pasep, com alta de R$ 5,842 bilhões, uma expansão de 3,36% no período.

Por outro lado, as arrecadações em valores nominais que mais apresentaram queda foram a do IOF (R$ 3 bilhões) e a da Cide-Combustíveis (R$ 2,94 bilhões).

Desonerações. As desonerações tributárias impactaram negativamente em R$ 7,059 bilhões a arrecadação da Receita Federal em setembro. Em setembro do ano passado, a perda de arrecadação com as desonerações foi de R$ 2,3 bilhões menor.

No mês passado, o que mais impactou foi a desoneração com a folha de salários, que teve um custo de R$ 1,418 bilhão, seguido pela cesta básica, que influenciou negativamente em R$ 721 milhões.

No acumulado de 2013 até setembro, as desonerações somaram R$ 58,109 bilhões, apresentando alta de 68,55% ante igual período de 2012, quando as desonerações somaram R$ 34,477 bilhões. A perda com a desoneração da folha de salários acumula, no mesmo período, R$ 11,173 bilhões.

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