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Arrecadação em outubro soma R$ 131,880 bilhões

No acumulado do ano, governo federal arrecadou R$ 1,196 trilhão, maior montante para o período desde 2014

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2018 | 10h48

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 131,880 bilhões em outubro, valor que representa aumento real (já descontada a inflação) de 4,12% na comparação com o mesmo mês de 2017. Em relação a setembro deste ano, houve aumento real de 18,64%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 27, pela Receita Federal. O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de outubro desde 2016.

O resultado ficou dentro do intervalo de expectativas de 12 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, e acima da mediana, que era de R$ 127,129 bilhões. As estimativas variavam entre R$ 110,942 bilhões a R$ 136 bilhões.

Entre janeiro e outubro deste ano, a arrecadação federal somou R$ 1,196 trilhão, o melhor desempenho para o período desde 2014 na série histórica com variação real. O montante ainda representa avanço real de 5,98% na comparação com igual período do ano passado.

O resultado no mês e no ano foi influenciado pela arrecadação de receitas como royalties e participação especial. Em outubro, o montante arrecadado dessas receitas foi de R$ 11,571 bilhões, alta real de 85,63% em relação a outubro de 2017. No ano, essas receitas somam R$ 52,468 bilhões, aumento de 5,98% acima da inflação.

Desonerações representam renúncia de R$ 69 bi no ano

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em renúncia fiscal de R$ 69,263 bilhões entre janeiro e outubro, acima do registrado em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 67,984 bilhões. Apenas no mês de outubro, as desonerações totalizaram R$ 6,894 bilhões, também acima do verificado em outubro do ano passado (R$ 6,176 bilhões).

Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 690 milhões em outubro e R$ 9,216 bilhões no acumulado do ano. O Congresso aprovou em setembro a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel prometido aos caminhoneiros para encerrar a paralisação de maio. Outros 17 setores manterão o benefício até 2020.

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