Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Arrecadação federal bate recorde para meses de março, com alta de 18,5%

Em relação a fevereiro deste ano, houve aumento de 7% no recolhimento de impostos

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2021 | 15h32

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 137,932 bilhões em março. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 18,5% na comparação com o mesmo mês de 2020.

Em relação a fevereiro deste ano, houve aumento de 7% no recolhimento de impostos. O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de março da série histórica, que tem início em 1994. A arrecadação do mês passado ainda não sentiu os efeitos do agravamento da pandemia, que começou em março, porque é resultado de fatos geradores em fevereiro. 

O resultado das receitas veio acima do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Broadcast Projeções, que ia de R$ 109,85 bilhões a R$ 128,86 bilhões.

De acordo com a Receita Federal, o comportamento da arrecadação de março decorre, entre outros fatores, de arrecadações extraordinárias de IRPJ/CSLL (+ R$ 4 bilhões) e do crescimento real de 50% da arrecadação dos tributos sobre o comércio exterior. 

No acumulado do ano até março, a arrecadação federal somou R$ 445,900 bilhões, também o maior volume para o trimestre da série iniciada em 2007.  O montante ainda representa um avanço real de 5,6% na comparação com os primeiros três meses do ano passado. 

Guedes comemora resultado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado da arrecadação em março e no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, os bons números mostram que a atividade econômica estava se recuperando novamente, mas acrescentou que a segunda onda da covid-19 pode ter impacto no nível de atividade.

"Estamos observando que os índices de atividades econômica do BC vieram bem acima do esperado, mostrando recuperação em todos setores, até mesmo o comércio superando a fase pré-pandemia. E índices de emprego formal mostram que o Brasil se levantou. Foi derrubado pela pandemia, mas se recuperou", disse Guedes.

Segundo ele, é preciso acelerar o ritmo de vacinação para permitir um retorno seguro ao trabalho. "A melhor política fiscal [para as contas públicas] é vacina, vacina e vacina. Porque temos de garantir o retorno seguro ao trabalho da população brasileira. É possível que haja um impacto da segunda onda".

Ele disse que "novas camadas de proteção" à população, com o auxílio emergencial, programa de manutenção do emprego e crédito para microempresas, estão sendo adotados.

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