Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Arrecadação federal soma R$ 140 bilhões em novembro, melhor resultado para o mês em seis anos

Segundo a Receita, arrecadação de novembro teve forte impacto negativo por causa da queda das vendas de serviços; valor em dólar das importações também mostrou queda; em contrapartida, vendas de bens e produção industrial registram alta

Fabrício de Castro e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2020 | 15h19

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 140,101 bilhões em novembro, informou a Receita Federal nesta segunda-feira, 21. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 7,31% na comparação com o mesmo mês de 2019.

Em relação a outubro deste ano, houve recuo de 9,79% no recolhimento de impostos. O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de novembro desde 2014, quando a arrecadação no 11º mês do ano foi de R$ 142,286 bilhões.

O resultado das receitas veio dentro do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Broadcast Projeções, que ia de R$ 115 bilhões a R$ 146 bilhões, com mediana de R$ 137,80 bilhões.

De acordo com a Receita Federal, o comportamento da arrecadação de novembro teve forte impacto negativo (queda de 7,40% em relação ao mesmo mês do ano passado) principalmente por causa da queda das vendas de serviços. O valor em dólar das importações também mostrou queda, de 5,23%, na mesma base de comparação. Em contrapartida, as vendas de bens (6%) e produção industrial (1%) registram alta ante novembro. A Receita informou ainda que entre os principais fatores não recorrentes e de alteração de legislação do mês geraram um recuo de 40,84% na comparação com novembro de 2019.

No acumulado do ano até novembro, a arrecadação federal somou R$ 1,320 trilhão, o menor volume para o período desde 2010, quando as receitas somaram R$ 1,295 trilhão no período. Devido aos impactos da pandemia de covid-19 no primeiro semestre, o montante ainda representa um recuo real de 7,95% na comparação com os primeiros 11 meses de 2019.

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