Felipe Siqueira/Estadão
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Arrecadação federal soma R$ 149,1 bi em setembro, no 7º mês de volume recorde este ano

Resultado acumulado em 2021, de R$ 1,348 trilhão, também é o maior para o período na série histórica, iniciada em 1995, diz Receita

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2021 | 14h53
Atualizado 26 de outubro de 2021 | 16h28

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 149,102 bilhões em setembro, novo recorde para o mês. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 12,87% na comparação com setembro do ano passado.

Em relação a agosto deste ano, houve crescimento real de 0,63% no recolhimento de impostos. O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de setembro da série histórica, que tem início em 1995. 

O resultado das receitas veio dentro do intervalo de expectativas das instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 128,20 bilhões a R$ 151,50 bilhões, com mediana de R$ 147,70 bilhões

No acumulado do ano até setembro, a arrecadação federal somou R$ 1,348 trilhão, também o maior volume para o período da série iniciada em 1995. O montante ainda representa um avanço real de 22,30% na comparação com os primeiros nove meses de 2020.

O secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, comemorou o resultado de setembro, o sétimo mês neste ano em que o recolhimento de tributos foi o maior da série histórica. “Apenas em janeiro e junho, o desempenho das receitas não foi recorde, sendo o segundo melhor da série de cada mês. Mantido esse nível de desempenho, a expectativa é muito positiva para o fechamento da arrecadação total nos 12 meses de 2021”, acrescentou.

Ele destacou ainda o volume de R$ 147 bilhões em compensações tributárias de janeiro a setembro, dos quais R$ 70 bilhões são decorrentes de ações judiciais. “A arrecadação foi reduzida neste período em decorrência dessas compensações por decisões judiciais, que cresceram 102% neste ano”, afirmou.

Por outro lado, houve uma arrecadação extraordinária de R$ 33,5 bilhões no Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e na Contribuição Social sobre o lucro Líquido (CSLL) no acumulado do ano, com alta real de 36% em relação ao mesmo período de 2020.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em renúncia fiscal de R$ 69,122 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, valor inferior ao do mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 74,646 bilhões. Apenas no mês de setembro, as desonerações totalizaram R$ 7,474 bilhões, também abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 9,013 bilhões).

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