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Arrecadação não depende só da indústria, diz secretária-adjunta da RF

Para Zayda Bastos Manatta, a arrecadação está ancorada na atividade econômica, e não só na produção industrial

Célia Froufe e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

27 de março de 2012 | 13h37

BRASÍLIA - A arrecadação brasileira não é dependente apenas da atividade industrial, segundo a secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, e por isso continua a crescer, apesar da desaceleração do setor. "A arrecadação está ancorada na atividade econômica, não só na produção industrial", comentou durante entrevista coletiva nesta terça-feira, 27.

A secretária salientou que o governo tem adotado diversas medidas para estimular a economia. "O próprio ministro (da Fazenda, Guido Mantega,) tem anunciado medidas para estimular a atividade econômica. Tem queda na produção industrial, mas há também outros fatores", justificou.

Apesar de a produção industrial ter apresentado queda em fevereiro, a secretária enfatizou que o consumo de bens e serviços, o crescimento da massa salarial e das importações também influenciaram o resultado positivo do recolhimento no começo do ano. "São os fatores macroeconômicos que explicam a arrecadação. Além disso, tivemos aumento significativo do imposto de renda e da CSLL, principalmente em fevereiro, quando houve antecipação do pagamento de tributos", disse.

Em razão disso, Zayda prevê crescimento da arrecadação este ano entre 4,5% e 5% sobre o resultado de 2011, que já foi recorde histórico. "É um aumento da arrecadação sobre uma base forte do ano passado."

Ela salientou ainda que o ano de 2011 também foi extraordinário. "O crescimento de 10% do ano passado é base forte, por isso 2011 foi tão comemorado. Dois mil e dez já tinha sido bom ano e 2011 foi melhor", comparou. A secretária acrescentou que o ritmo de crescimento da arrecadação este ano está menos acelerado do que o visto no começo do ano passado.

A queda de 30,22% da arrecadação em fevereiro ante janeiro foi considerada "normal" por Zayda. "Há sazonalidade da arrecadação em janeiro e o recolhimento é sempre maior do que em fevereiro. No geral, tivemos bom crescimento para fevereiro", disse.

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