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Arrecadação sobe 13% e garante superávit primário

Explosão do valor arrecadado pelo Tesouro ocorreu ao lado do aumento das despesas do governo acima do PIB

Ribamar Oliveira, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2031 | 00h00

Mesmo com todas as desonerações tributárias anunciadas pelo governo, as receitas do Tesouro Nacional explodiram no primeiro semestre. O crescimento nominal foi de 13,1% ante o mesmo período do ano passado ou R$ 26,8 bilhões a mais, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em termos reais (descontada a inflação), o aumento superou 8,5%. De janeiro a junho de 2006, o crescimento nominal tinha sido de 11,1% ante o mesmo período de 2005.Essa grande arrecadação permitiu que o governo aumentasse muito suas despesas e, ao mesmo tempo, elevasse seu superávit primário (a economia para pagar os juros das dívidas públicas). No primeiro semestre, o superávit atingiu R$ 43,78 bilhões - R$ 5,2 bilhões a mais do que em igual período do ano passado. Já as despesas cresceram 12,7% ante o mesmo período de 2006, em termos nominais - um ritmo de crescimento superior ao do Produto Interno Bruto (PIB), que, segundo estimativa apresentada ontem pelo Tesouro, teria subido 9,8% de janeiro a junho.O superávit primário em junho foi de R$ 5,3 bilhões, ante R$ 4,7 bilhões em maio. Segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, o superávit de R$ 43,8 bilhões no primeiro semestre já é igual ao previsto para o período de janeiro a agosto. No ano, a meta de superávit do governo é de R$ 53 bilhões.A arrecadação bruta do Tesouro inclui as receitas com impostos, contribuições, taxas, concessões de serviços públicos, dividendos e demais receitas. De janeiro a junho de 2006, as receitas representaram 18,89% do PIB, enquanto de janeiro a junho atingiram 19,39% do PIB - ou seja, cresceram 0,5 ponto porcentual do PIB.Augustin considerou ''''positiva'''' a trajetória dos gastos do governo, apesar de a despesa ter crescido em velocidade superior à da economia. Segundo ele, ''''o ritmo'''' caiu em relação ao ano passado. O secretário apresentou uma tabela que mostra que os gastos cresceram, de janeiro a junho, 2,7% acima do PIB, enquanto no mesmo período do ano passado o aumento foi de 6,2%. Além disso, observou, as receitas estão crescendo em ritmo mais forte que as despesas. ''''Essa evolução é positiva, pois mostra que, no médio prazo, temos uma tendência de ajuste, de estabilidade.'''' O crescimento da arrecadação divulgado ontem projeta novo aumento da carga tributária este ano, mas Augustin não quis comentar o fato.

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