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Arrecadação federal em julho cai 3,13%

Receita com impostos em julho soma R$ 105 bilhões, o menor valor para o mês desde 2010

Adriana Fernandes e Rachel Gamarski, O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 14h35

BRASÍLIA - Pelo quarto mês consecutivo a arrecadação da Receita Federal levou um tombo, refletindo a crise na economia brasileira. As receitas com o pagamento de impostos e contribuições federais somaram R$ 104,8 bilhões, o que representou uma queda real (com correção pela inflação) de 3,13% na comparação com o mesmo mês de 2014. Em relação a junho, houve um aumento de 7,34% na arrecadação. 

O desempenho da arrecadação no mês passado é o mais baixo para o mês desde 2010. 

Nos primeiros sete meses da nova equipe econômica de Dilma Rousseff, a arrecadação federal somou R$ 712 bilhões, um recuo de 2,91% na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor é o menor para o período desde 2010.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 18, pela Receita Federal. 

Na defensiva. Com a crise econômica, as empresas pagaram R$ 12,5 bilhões a menos de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) nos sete primeiros meses do ano. Esses dois tributos incidem sobre a lucratividade das empresas.

Por conta das incertezas na economia, as empresas estão deixando de pagar impostos num movimento considerado defensivo. Nos primeiros sete meses deste ano, a arrecadação da Receita Federal com IRPJ e CSLL tiveram queda real de 9,51%. O total arrecadado no período foi de R$ 119,7 bilhões, segundo dado divulgado há pouco pela Receita.

Em julho, a queda de arrecadação do IRPJ e CSLL foi  de R$ 2,3 bilhões, o correspondente a 11,69%.

A arrecadação do PIS e Cofins - dois tributos considerados como termômetro da atividade econômicos - somou R$ 4,9 bilhões, o equivalente a 3,15%.

Receitas extraordinárias. A Receita Federal contou com um reforço adicional e uma arrecadação extra de R$ 2,3 bilhões em julho. Sem essas receitas extraordinárias, o resultado da arrecadação seria ainda pior. Nos primeiros sete meses do ano, as receitas extraordinárias somam R$ 10 bilhões. 

Desonerações. Nos primeiros sete meses do ano, o governo abriu mão de arrecadar R$ 62,6 bilhões por causa das desonerações tributárias, um aumento de 11,76% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente em julho, as desonerações concedidas pelo governo totalizaram R$ 7,7 bilhões, uma renúncia fiscal 3,34% menor que no mesmo mês de 2014 (R$ 8,0 bilhões).

A desoneração de folha de pagamento custou R$ 1,8 bilhão em julho e R$ 13,0  bilhões nos sete primeiros meses do ano. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tenta aprovar projeto de lei que aumenta a carga tributária das empresas desoneradas pela folha de pagamentos. 

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