Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Arrecadação tem alta de 70% em maio e soma R$ 142 bilhões, recorde para o mês

Aumento foi registrado na comparação com o mesmo mês de 2020; em relação a abril deste ano, houve queda de 10,13% no recolhimento de impostos

Lorenna Rodrigues , O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2021 | 11h30

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 142 bilhões em maio, o maior valor para o mês da série histórica da Receita Federal, que teve início em 1995. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 70% na comparação com o mesmo mês de 2020, quando a economia brasileira sofria fortemente os efeitos da pandemia e muitas atividades fecharam para tentar conter a propagação da pandemia.

No acumulado do ano até maio, a arrecadação federal somou R$ 744,8 bilhões, também o maior volume para o período da série histórica (1995). O montante ainda representa um aumento real de 21% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado.

No ano passado, o governo também atrasou o pagamento de tributos, como PIS, Pasep e Cofins e a arrecadação previdenciária, o que baixou a arrecadação entre abril e maio. Neste ano, como esses pagamentos não foram postergados, houve alta na receita desses tributos.

Além da base mais baixa no ano passado, contribuíram para o resultado a maior atividade econômica, que leva a um aumento no pagamento de impostos, resultado, entre outros fatores, do dinamismo do consumo da população e do aumento dos preços das commodities - produtos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, – que fez um pronunciamento na divulgação dos resultados da arrecadação, mas não respondeu perguntas da imprensa -  disse que o resultado da arrecadação confirma o momento favorável da economia brasileira.“O Brasil foi até as portas do inferno [na arrecadação], quando estava voltando, fomos atingidos pela covid”, completou.

Também contribuiu para o aumento de arrecadação neste ano “fatores não recorrentes”, como recolhimentos extraordinários de, aproximadamente, R$ 16 bilhões de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e IRPJ de janeiro a maio de 2021, sendo R$ 4 bilhões apenas em maio, além da suspensão de tributos no ano passado, que representou um pagamento maior de R$ 4,5 bilhões neste ano. 

Essas receitas classificadas como atípicas são, principalmente, pagamento de tributos sobre operações de fusão e outros pagos pelo setor de mineração e extração de minerais, que tem tido forte desempenho com a alta do minério de ferro. Excluídos esses fatores, o crescimento seria de 23,74% em maio. 

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