Arrecadação tem melhor março da história

O forte crescimento da produção industrial, das vendas no varejo e da massa salarial fez com que a arrecadação de impostos pelo governo federal atingisse nível recorde no primeiro trimestre. Foram recolhidos, em termos nominais, R$ 185,984 bilhões em impostos e contribuições, um ganho real de 11,01% na comparação com o mesmo período de 2009. Se atualizado pelo IPCA, o valor chega a R$ 187,214 bilhões.

Edna Simão, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Somente em março, a arrecadação foi de R$ 59,416 bilhões, o que, corrigido pela inflação, corresponde a uma alta de 6,08% em relação a 2009. Foi o melhor resultado para meses de março. "O crescimento da produção industrial, das vendas, da massa salarial e do emprego, isso tudo, acelera a economia e acaba gerando mais arrecadação", frisou o coordenador-geral de Estudos, Previsão e Análises da Receita Federal, Victor Lampert, acrescentando que, desde outubro de 2009, o Fisco registra recordes mensais de arrecadação.

Mesmo com um peso menor, a Receita também contou com a mãozinha de eventos atípicos. No ano passado, em meio à crise financeira mundial, várias empresas fizeram compensação tributária. A Petrobrás, por exemplo, compensou R$ 3,7 bilhões de Cofins, PIS e Cide. Isso prejudicou a arrecadação. Neste ano, segundo Lampert, os pedidos de compensação atingiram nível de normalidade.

No trimestre, a arrecadação que mais cresceu foi a Cofins/PIS-Pasep, que saltou de R$ 33,656 bilhões, em 2009, para R$ 40,762 bilhões em 2010. Em seguida, aparece a receita previdenciária, que, influenciada pela melhora da massa salarial e pelo aumento do emprego formal, passou de R$ 47,474 bilhões para R$ 51,762 bilhões. A retirada das desonerações concedidas no período da crise também deu uma pequena contribuição. Elas tiveram uma queda de R$ 456 milhões, passando de R$ 6,150 bilhões no primeiro trimestre de 2009 para R$ 5,695 bilhões no mesmo período deste ano.

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