Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Arrecadação tem queda real de 1,5% em janeiro, para R$ 180 bilhões

Resultado interrompe uma série de cinco meses seguidos de crescimento real, na comparação com o mesmo período do ano anterior

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2021 | 11h42

BRASÍLIA - A Receita Federal informou nesta quinta-feira, 25, que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 1,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2020. Ao todo, a arrecadação somou R$ 180,221 bilhões.

O resultado de janeiro deste ano interrompe uma série de cinco meses seguidos de crescimento real, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Apesar da queda na comparação com janeiro de 2020, os números oficiais mostram que o resultado ficou acima de anos anteriores. O valor arrecadado foi o segundo maior para meses de janeiro da série, que tem início em 2008, ficando atrás apenas do primeiro mês de 2020, quando foi R$ 182,969 bilhões, em valores corrigidos.

O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 19 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 166,528 bilhões a R$ 190 bilhões.  

O desempenho da arrecadação no mês de janeiro foi impulsionado por pagamentos atípicos de Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido e de quotas do Imposto de Renda das Pessoas Físicas que seriam pagas em 2020 e foram adiadas por conta da crise do coronavírus.

Por outro lado, de acordo com relatório divulgado pela Receita Federal, houve  aumento das compensações tributárias efetuadas em janeiro, que somaram R$ 23,097 bilhões, uma alta de 38,41%, o que reduziu a arrecadação do mês.

No mês passado, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 180,221 bilhões, um recuo real (já descontada a inflação) de 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2020. Em relação a dezembro do ano passado, houve aumento real de 13,02%.

O valor arrecadado foi o segundo maior para meses de janeiro da série, que tem início em 2008, ficando atrás apenas do primeiro mês de 2020, quando foi R$ 182,969 bilhões, em valores corrigidos.

De acordo com a Receita, sem considerar os pagamentos atípicos e as compensações, haveria um crescimento real de 3,72% da arrecadação no mês passado. Em janeiro, houve alta real de 5,78% na arrecadação do IRPJ e da CSLL, que somaram R$ 57,591 bilhões. Houve pagamentos atípicos de R$ 1,5 bilhão  decorrentes da alienação de participações societárias por algumas empresas.

Em janeiro, o IRPF apresentou uma arrecadação de R$ 3,498 bilhões, crescimento real de 63,75%, devido ao diferimento do pagamento do imposto. Houve crescimento ainda na arrecadação do Imposto sobre a Importação e o IPI Vinculado (20,26%) por conta de aumento na taxa média de câmbio (29,08%), entre outros fatores.

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