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Artistas e profissionais liberais na mira da Receita

Artistas, estrelas da música, técnicos e jogadores de futebol e profissionais liberais estão na mira da Receita Federal. A instituição promete jogar duro com esses profissionais nos próximos meses atrás daqueles que não pagam corretamente seus tributos. Segundo o coordenador-geral de Fiscalização da Receita, Paulo Ricardo de Souza, investigações mostram que ?há vários casos comprovados de crime de sonegação fiscal? entre esses contribuintes.As informações sobre as movimentações financeiras desses profissionais foram cruzadas com suas declarações de Imposto de Renda, e o resultado motivou a Receita a concentrar a fiscalização . ?Comparamos a declaração de Imposto de Renda desses contribuintes com suas movimentações de conta corrente, aquisições de imóveis e veículos, compras com cartões de créditos nacionais e internacionais e percebemos que a renda declarada não era compatível com os outros dados?, explicou Souza. De acordo com o coordenador, as pessoas que estão sendo investigadas são conhecidas, mas não podem ter seus nomes divulgados devido ao sigilo fiscal.Cachês e bilheterias na miraDesde o ano passado, os artistas chamam a atenção da Receita. ?O meio artístico é muito parecido com o futebol. Cachês, bilheterias e patrocínios não são declarados, por isso, resolvemos investigar.? O coordenador declarou que, além dos artistas, produtoras e casas de shows também terão que prestar contas à instituição.Segundo Souza, no caso de jogadores e técnicos de futebol, a CPI do Futebol contribuiu para que as investigações fossem iniciadas. ?A CPI do Futebol usou muitas informações de investigações da Receita ainda em curso ou encerradas.?Profissionais liberaisMédicos, advogados, engenheiros, dentistas e psicólogos também estão na mira da Receita por conta da comparação entre CPMF e declarações de Imposto de Renda. ?No ano passado, a Receita percebeu, por meio da movimentação bancária da categoria, falta de pagamento de imposto. Por isso, uma operação nacional de fiscalização foi organizada. Seis mil profissionais estão na malha fina?, afirma Souza.O coordenador também esclareceu que, se a Receita encontra provas de crime tributário, além do pagamento multas, o caso é encaminhado para o Ministério Público para que o órgão tome as providências penais. Souza afirmou que os setores da economia com alto índice de sonegação fiscal também serão investigados. ?Bebidas, cigarros, eletroeletrônicos, medicamentos, automóveis, setor financeiro, indústria de papel e setor de combustíveis são prioritários para a Receita.?

Agencia Estado,

17 de maio de 2002 | 21h59

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