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Coluna Fernanda Camargo: É necessário abrir mão do retorno para fazer investimentos de impacto?

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As aristocratas de dividendos

No ambiente de taxa de juros real negativa, os investidores têm avaliado comprar ações de empresas que pagam bom dividendos

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2020 | 05h00

No ambiente de taxa de juros real negativa, os investidores, particularmente os brasileiros, têm buscado alternativas de investimentos que tragam algum ganho real e possam sair da roda de hamster. Uma das opções que se mostram interessantes é a compra de ações que pagam bons dividendos. Empresas boas pagadoras de dividendos têm melhor desempenho? Essa é uma das perguntas mais frequentes no mundo acadêmico.

Há teorias dizendo que a distribuição de dividendos não afeta o valor da empresa, outras que por questões tributárias argumentam que reduz o valor, como há aquelas que dizem o oposto. Muitos investidores veem as empresas com alta rentabilidade de dividendos como tendo boas perspectivas futuras. Assim, olham não somente o rendimento de dividendos, mas também, o crescimento constante do pagamento de dividendos, que podem ser vistos como indicativo da capacidade da empresa suportar os altos e baixos da economia e do mercado de ações. 

Quando analisamos a diferença entre o rendimento de dividendos e o rendimento de títulos soberanos de 22 países ao longo de 2019, em apenas seis, incluindo EUA e Brasil, os títulos soberanos foram mais atraentes. Para os interessados, vale a pena pesquisar as empresas Aristocratas de Dividendos, que são aquelas pertencentes ao S&P 500 Dividend Aristocrat, índice que lista as companhias que mantiveram crescimento de pagamento de dividendos anuais por pelo menos 25 anos consecutivos. Particularmente voltado para as empresas de nosso mercado existe o S&P Dividend Aristocrats Brasil Index.

Observando dados das maiores economias do mundo até junho de 2020, o Reino Unido oferece atualmente o melhor rendimento médio de dividendos, com média de 4,81%. No entanto, quando olhamos desde 2016 encontramos os mercados espanhóis e australianos foram os que apresentaram maior rentabilidade. Aqui vale o pensamento de Benjamin Franklin: “O dinheiro ganha dinheiro. E o dinheiro que dinheiro ganha, ganha dinheiro”.

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