finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

As contas externas, o PIB e a poupança

Cenário: Adriana Fernandes e

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h11

Fernando Nakagawa

Os dados das contas externas reforçaram as avaliações do mercado de que a economia brasileira andou em ritmo bem mais lento nos primeiros três meses de 2012 do que o previsto pelo governo. Essa expectativa dá munição extra para as apostas, que cresceram nas últimas semanas, de que o Banco Central (BC) terá espaço para cortar mais a taxa básica de juros e colocá-la no piso histórico de 8,75% ou até mesmo abaixo disso, ainda este ano.

O quadro econômico na Europa piorou e no mercado já há quem aposte num choque externo ao longo do ano, como foi registrado na segunda metade de 2011. A produção industrial também não dá sinais de fortalecimento. E, apesar das medidas do governo de estímulo à expansão do crédito, não há segurança de que dessa vez o remédio aplicado pela equipe econômica para acelerar o crescimento no curto prazo vai funcionar como ocorreu depois da crise internacional de 2008.

É justamente nesse cenário desinflacionário que crescem as especulações de que o "timing" para a o governo mudar as regras de rentabilidade da poupança está cada vez mais próximo. E, se o governo quiser mesmo consolidar o caminho para a queda dos juros, terá que enfrentar as resistências políticas em ano eleitoral para mexer na aplicação mais popular do Brasil. Uma coisa está ligada a outra.

Há quem aposte no pragmatismo da presidente Dilma Rousseff. Afinal, a maior preocupação da presidente é garantir o crescimento maior da economia. Por enquanto, a previsão de alta de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 e de 5,5% em 2013 do Ministério da Fazenda, referendada na divulgação do novo boletim Economia Brasileira em Perspectiva, não tem nem mesmo respaldo na área técnica do governo. O resultado não está garantido. Nem todos os indicadores econômicos do primeiro trimestre foram divulgados, mas há um sentimento de maior urgência no governo de que é preciso agir mais para acelerar o crescimento do PIB para os níveis desejados pela presidente. Para muitos, a queda dos juros será fundamental.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.