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As diferenças entre as taxas de juros

Há pouco foi anunciado que a Selic, taxa básica referencial da economia, foi elevada de 16,75% para 18,25% ao ano. Esta taxa é a referência definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como taxa de juros dos títulos públicos federais, paga às instituições financeiras. A Selic está nos atuais patamares porque os juros altos fazem parte da política de controle da inflação e de captação de investimentos e o forte aumento de ontem deve pressionar ainda mais as demais taxas do mercado.A conseqüência dessa elevação da taxa de juros referencial sobre os juros do mercado é direta. Com relação aos juros das linhas de crédito, em especial, para pessoa física, o reflexo é uma tendência de elevação. Isso porque, diante do aumento do custo de captação do dinheiro junto às instituições financeiras e também um maior nível de inadimplência, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos, cheque especial, crediário, cartão de crédito etc tendem a ficar mais caros.Também é importante saber que os juros cobrados pelas instituições bancárias são acrescidos dos custos administrativos e operacionais, dos lucros e de impostos (IR, IOF, etc). Na medida em que o consumidor aceita créditos a juros em taxas exorbitantes e não reivindica índices menores para as operações de varejo, os especialistas ainda recomendam poupar, guardando o dinheiro em alguma aplicação financeira e fazendo compras à vista. Exemplos de taxas de juros para pessoa física Para se ter uma idéia de como os juros ao consumidor são altos, basta comparar a taxa Selic de 18,25% ao ano com as taxas de juros cobradas no mercado. Nos bancos, as taxas de juros do cheque especial variam entre 7,70 % e 9,90% ao mês. Segundo pesquisa do Procon-SP referente a junho (ver link abaixo), o Bandeirantes pratica a taxa mais alta no cheque especial, 9,90% ao mês, o equivalente a 210,4% ao ano. A taxa mais baixa no cheque especial, praticada pela Nossa Caixa, é de 7,70% ao mês, o equivalente a 143,6% ao ano. O BBV é o banco que cobra a menor taxa de empréstimo pessoal, de 3,40% ao mês. O Bradesco e o BCN cobram a maior taxa de empréstimo pessoal do mercado, de 5,40% ao mês.No cartão de crédito, as bandeiras Visa e Mastercard de vários cartões chegam a cobrar até 12,90% ao mês, o que equivale a 289,6 % ao ano, para pagamentos atrasados (caso dos cartões do Unibanco), os juros mais altos do mercado. O cartão HSBC GoldCard Gold, nas bandeiras Visa e Mastercard, tem o juro mais baixo, de 3,50% ao mês, equivalente a 51,1% ao ano, mais multa de 2%.

Agencia Estado,

20 de junho de 2001 | 23h27

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