As lições de quem recomeçou do zero

Informações do Sebrae indicam que 60% das empresas fecham as portas antes dos cinco primeiros anos de vida

Carolina Dall?Olio, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2011 | 00h00

É muito comum um negócio de pequeno porte fechar as portas antes de completar cinco anos de vida. Atualmente, isso acontece com seis em cada dez empresas no País.

Os motivos que levam à falência são os mais diversos. Muitos empresários simplesmente não têm postura empreendedora. Outros encerram as atividades por falta de capital de giro. Há casos em que a sociedade não dá certo. Ou então, a falta de conhecimento em gestão acaba com o projeto.

Seja como for, em vez de lamentar o dinheiro perdido e os postos de trabalho fechados, muitos empreendedores conseguem fazer do erro um grande aprendizado. Com otimismo e perseverança, eles assimilam as lições que o tropeço lhes ensinou e tentam mais uma vez - ou duas, três, quatro.

"O risco faz parte de qualquer negócio", reforça Marcos Simões, gerente de serviços empreendedores da Endeavor. "Por isso, quem falha não deve desistir, e sim usar a experiência para reduzir o risco no próximo empreendimento."

Simões lembra que grandes empresas do mundo foram criadas por empreendedores que já haviam falido uma vez. "Quem sonha em ser grande não pode desistir na primeira tentativa", avisa o gerente da Endeavor.

Para ele, falta ao brasileiro a ambição semelhante a dos norte-americanos. "Nos Estados Unidos, as pessoas respeitam mais o empresário que faliu do que o dono de um negócio que não deslancha", conta Simões.

Nesta reportagem, empresários relatam os erros que cometeram e dizem como deram a volta por cima. Suas histórias atestam que as chances de acertar depois de já ter falido são muito maiores. E mostram que há um gostinho especial em superar as próprias falhas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.