Às vésperas de Davos, EUA discutem agricultura com UE

Autoridades agrícolas de primeiro escalão dos Estados Unidos e da União Européia analisaram tarifas, subsídios e uma reforma das leis agrícolas norte-americanas na sexta-feira, às vésperas de uma reunião de cúpula na cidade suíça de Davos, onde há esperanças de salvar a rodada Doha de negociações comerciais. Jean-Luc Dimarty, diretor-geral de agricultura da Comissão Européia, reuniu-se com Mark Keenum, importante autoridade do Departamento de Agricultura dos EUA, que supervisiona o polêmico programa de subsídios agrícolas do país. Os subsídios norte-americanos têm sido um dos pontos que bloquearam as negociações, que já duram cinco anos. Na reunião, Keenum repetiu que os europeus e os representantes de outros países têm de melhorar suas ofertas de redução das tarifas às importações agrícolas, antes de os EUA considerarem uma redução nos subsídios que dá ao setor. "Estamos dispostos a fazer concessões nos subsídios domésticos, mas temos de conseguir algo em troca, e isso é acesso a mercados. Essa é nossa mensagem", disse ele numa entrevista. A visita de Dimarty a Washington nesta semana é o mais recente de uma série de encontros de alto nível sobre comércio e agricultura entre autoridades dos dois lados do Atlântico. Especialistas acreditam que um progresso na rodada Doha, que fracassou em julho em meio a divergência na área agrícola, é necessário nos próximos meses para pressionar o Congresso dos EUA a renovar os poderes do governo de George W. Bush para negociar acordos comerciais, que vence em julho. Alguns vêem o Fórum Econômico Mundial, que acontece na semana que vem em Davos e onde a representante comercial dos EUA, Susan Schwab, se reunirá com seu colega europeu, Peter Mandelson, como uma chance.

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