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Às vésperas do PIB, indicador da FGV aponta queda de 0,24% no 2º trimestre

Monitor do PIB mostra que consumo das famílias avança, mas desempenho da indústria ainda deve segurar resultado no terreno negativo

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 09h03

RIO - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 0,24% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre do ano, estima o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), por meio do Monitor do PIB. O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

"Esta taxa interrompe a trajetória de recuperação observada no primeiro trimestre", ressaltou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB/FGV, em nota. O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro.

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Na comparação com o segundo trimestre do ano anterior, o PIB do segundo trimestre teve retração de 0,3%. O destaque foi o desempenho negativo do total da indústria, com queda de 1,8%, influenciado, principalmente, pela retração de 7,4% da atividade de construção.

O consumo das famílias cresceu 0,6% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo trimestre em 2016, a primeira variação positiva após nove trimestres negativos consecutivos. O consumo de serviços manteve resultados negativos (-1,0%), enquanto o consumo de bens não duráveis cresceu 0,5%, o de semiduráveis subiu 7,3%, e o consumo de bens duráveis registrou crescimento de 3,8%.

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A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve retração de 5,1% no segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O desempenho do componente de máquinas e equipamentos continua positivo (0,4%), mas contribuiu com apenas 0,1 ponto porcentual para o indicador de investimentos. Já o componente de construção teve forte queda de 9,0%, com impacto de -4,6 pontos porcentuais para a taxa trimestral da FBCF.

As exportações cresceram 3,2% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2016, puxada pelos produtos da extrativa mineral (19,1%) e bens de consumo duráveis (35,9%). As importações diminuíram 1,8% no segundo trimestre, com avanços em bens de consumo não duráveis (12,4%), bens de consumo semiduráveis (60,2%), bens intermediários (12,5%) e serviços (0,3%), mas uma retração acentuada em bens de capital (-43,1%).

O PIB apresentou crescimento de 2,65% em junho ante maio, após ter recuado 5,79% no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a atividade econômica encolheu 1,2% em junho, depois dos resultados positivos registrados nos meses de março e abril.

Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o primeiro semestre alcançou cerca de R$ 3,21 trilhões em valores correntes. 

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