Ron Van Oers/Unesco
Ron Van Oers/Unesco

Asa Sul tem maior proporção de famílias ricas; veja quais são os outros bairros

No topo do ranking, só há regiões de Brasília, São Paulo (SP) e Barueri (SP). Copacabana, no Rio de Janeiro, lidera em volume de domicílios das classes A e B. Na capital paulista, o maior número de famílias de alta renda está em Santana

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 19h33

RIO - A Asa Sul de Brasília é o bairro brasileiro com maior proporção de domicílios de classes A e B. De todas as famílias residentes, 94,03% pertencem à faixa de renda mais alta, o equivalente a 31.150 domicílios, segundo levantamento da Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado.

Em seguida, vêm outros dois bairros da capital do País: Lago Sul (com 94,02% das residências nessa faixa de renda) e Sudoeste (91,93%). No ranking de bairros com maior fatia de famílias de classes A e B aparecem ainda Paraíso (São Paulo, 91,71%); Itaim Bibi (São Paulo, 91,33%); Autódromo/Setor Militar (Brasília, 90,76%); Chácara Flora (São Paulo, 90,23%); Pompéia (São Paulo, 89,78%); Morada dos Pássaros (Barueri, 89,60%); e Vila Nova Conceição (São Paulo, 89,44%). 

 

Embora menos sofisticado do que alguns vizinhos, Copacabana é o bairro brasileiro com a maior concentração de domicílios de classes A e B: são quase 60 mil famílias dentro desse perfil, com renda média mensal de R$ 14.801. A existência de comunidades carentes no bairro pode reduzir a proporção de domicílios ricos, mesmo em áreas mais populosas, fenômeno comum na Zona Sul do Rio de Janeiro, por exemplo.

 

Em São Paulo, o bairro de Santana lidera o ranking com maior número de famílias na faixa de renda mais alta: com 36.361 domicílios nessa condição, com renda média de R$ 15.362. A pesquisa, obtida com exclusividade pelo Broadcast, se baseou em dados de levantamentos como o Censo, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e Estimativas e Contagens da População, todas do IBGE.

 

Para o estabelecimento de negócios de luxo, a consultoria ressalta que, normalmente, os bairros com maior volume de famílias ricas são mais indicados que aqueles que tenham maior proporção de domicílios com renda alta. "Para um empresário que queira instalar um estabelecimento voltado para essa faixa de renda, é mais interessante que ele esteja em Copacabana do que na Asa Sul, por exemplo. Proporcionalmente, a Asa Sul tem mais domicílios de classes AB e renda média mais alta, mas em Copacabana há mais consumidores com esse poder aquisitivo mais alto", explicou Janaína Rehder, analista de Inteligência de Mercado da Geofusion.

 

Segundo Janaína, todo negócio precisa de um volume mínimo de possíveis consumidores no entorno que justifique a abertura do ponto comercial. “Claro que depende muito do produto, da escolha do ponto, se ficará numa travessa, centro comercial, avenida. Isso tudo também fará toda a diferença”, ponderou.

São considerados domicílios de Classes AB os que possuem renda média acima de R$ 3.418, conforme orientação a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep). Apesar da faixa de corte baixa, Janaína explica que a renda média mensal das residências de classe B2, a mais baixa entre as consideradas no levantamento, ficou em R$ 5.350,42. Já na faixa superior, chamada de A++, essa renda média por residência chegou a R$ 68.186,99. 

 

“Mas o perfil de consumo dessas famílias de classes A e B é muito semelhante. Isso é o que importa ao empresário que busca esse público alvo, são os hábitos de consumo”, justificou a analista da Geofusion.

 

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