Ásia acompanha mercados mundiais e abre em alta

Tóquio opera em alta de 1,20%; Congresso dos EUA deve votar hoje ajuda às montadoras

Agências internacionais,

09 de dezembro de 2008 | 00h46

As Bolsas asiáticas acompanham a euforia que tomou conta dos mercados mundiais na segunda-feira e operam em alta. A animação foi alimentada pela promessa do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, de um megapacote de investimentos em infra-estrutura para tentar tirar o país da crise e gerar pelo menos 2,5 milhões de empregos. Além disso, ainda nesta terça, o Congresso deve votar um pacote de ajuda para as montadoras.   Veja Também:  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio subia 99,59 pontos (1,20%), aos 8.428,64 pontos. O segundo indicador, o Topix, que reúne as ações mais negociadas, aumentava 9,26 pontos (1,14%), aos 821,34 pontos.   O dólar abriu negociado em leve baixa no mercado de divisas de Tóquio, cotado a 93,00 ienes, frente aos 93,01 ienes da jornada anterior. Já o euro estava em alta, cotado a 120,05 ienes, frente aos 119,72 ienes da jornada anterior. Frente ao dólar, a moeda européia era trocada a US$ 1,2910, frente a US$ 1,2872 do dia anterior.   Em Seul, o indicador Kospi ganhava 11,04 pontos (1,00%), aos 1.116,09 pontos. O índice de ações de empresas tecnológicas Kosdaq aumentava 4,88 pontos (1,54%), aos 321,59 pontos.   A alta do índice PSEI, de Manila, era de 42,52 pontos (2,25%), aos 1.931,48. Já em Cingapura, o índice Straits Times subia 58,10 pontos (3,50%), aos 1.717,27.   Em Jacarta, o índice JKSE aumentava 30,99 pontos (2,58%), aos 1.233,33. O índice KLCI, de Kuala Lumpur, ganhava 8,17 pontos (0,97%), aos 846,45.   O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong baixava 12,54 pontos (0,08%), aos 15.032,33. O índice SET, de Bangcoc, perdia 0,82 ponto (0,20%), aos 409,76.   Ajuda às montadoras   O governo dos Estados Unidos está em vias de fechar o pacote de socorro de emergência para as três maiores montadoras do País. A expectativa é que o Congresso vote ainda nesta terça-feira um repasse de cerca de US$ 15 bilhões para Ford, General Motors e Chrysler.   O pacote utilizaria os recursos de um programa já existente de apoio às montadoras para o desenvolvimento de carros com uso mais eficiente de combustível. Em troca do dinheiro, as montadoras teriam de concordar com termos similares aos que as instituições financeiras aceitaram para receber os US$ 700 bilhões de ajuda.   Segundo uma fonte ligada ao Congresso, alguns desses termos seriam: limitar o pagamento dos principais executivos, parar de pagar dividendos, dar parte dos ganhos futuros ao governo e garantir que os contribuintes sejam reembolsados antes de qualquer outro acionista.   Texto atualizado às 2h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.