Ásia deve reduzir mais a importação de petróleo do Irã em 2013

Compradores asiáticos do petróleo iraniano vão aprofundar os cortes às importações em 2013, e se esforçar para mandar dinheiro a Teerã para pagar pelo petróleo, com o fortalecimento das sanções ocidentais que sufocam o fluxo da moeda aos cofres iranianos.

CHEN AIZHU E MANASH GOSWAMI, Reuters

21 de dezembro de 2012 | 14h52

As sanções dos Estados Unidos e da Europa para forçar o Irã a frear seu programa nuclear já reduziram as exportações de petróleo em mais da metade este ano, custando mais de 5 bilhões de dólares por mês. O fluxo de dinheiro reduzido contribuiu para uma queda no valor da moeda iraniana, o rial.

O Irã afirma que está enriquecendo urânio para usinas de energia, não para produzir bombas.

Quase todas as exportações restantes do Irã vão para China, Coreia do Sul, Japão e Índia. Os cortes adicionais que os importadores asiáticos farão em 2013 vão se traduzir em queda nas vendas de cerca de 135 mil barris por dia (bpd), resultando em uma perda de cerca de 5 bilhões de dólares no próximo ano, com base nos preços atuais do petróleo, de acordo com os cálculos da Reuters.

Os Estados Unidos exigem que os compradores de petróleo iraniano reduzam progressivamente suas importações, para garantir que eles assegurem as exceções às sanções quando houver revisão a cada 180 dias.

Para piorar a situação do Irã está uma disposição pouco noticiada nas sanções norte-americanas, que entra em vigor em 6 de fevereiro, que afirma que os fundos usados para pagar pelo petróleo precisam continuar na conta bancária no país comprador e pode ser usado apenas para comércio bilateral não-sancionado entre o país e o Irã.

Qualquer banco que repatriar o dinheiro ou que transfira o dinheiro em um terceiro país enfrenta risco de sanção, incluindo ser retirado do sistema financeiro dos EUA.

Isso pode interromper a maior parte do fluxo de petrodólares ao Irã, dado que o valor de suas exportações de petróleo está muito acima do que importa de seus maiores consumidores.

A Arábia Saudita, o Iraque e a África Ocidental são alguns dos produtores que ganharam com o encolhimento do mercado iraniano. Para continuar com as exportações, o Irã está cada vez mais criativo ao se esquivar das sanções, conseguindo vender um volume crescente de petróleo para gerar receita igual ou até um terço das exportações de petróleo.

(Reportagem de Aizhu Chen em Pequim, Nidhi Verma em Nova Délhi, Meeyoung Cho em Seul, Osamu Tsukimori em Tóquio)

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