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Ásia estuda formação de bloco comercial com PIB de US$ 10 tri

Um bloco comercial com 3,1 bilhões de consumidores, um PIB de quase US$ 10 trilhões e 16 países pode começar a ganhar forma. É isso pelo menos o que os países asiáticos estudam diante de uma proposta feita nesta semana pelo governo do Japão em um encontro de governos da região em Kuala Lumpur. O novo bloco seria criado até 2015 e incluiria China, Japão, Índia, Austrália e outros 12 países asiáticos e do Pacífico. Juntas, essas economias representariam mais da metade da população mundial e poderiam modificar de forma substancial a geografia do comércio. Os mercados asiáticos são ainda os que mais crescem hoje no mundo e, para diplomatas nos órgãos internacionais do comércio, o bloco seria o principal contrapeso a qualquer grupo de países no Ocidente, seja a União Européia (UE), com PIB de US$ 11,7 trilhões, seja o Nafta (acordo entre Estados Unidos, Canadá e México) com seu PIB de US$ 12,9 trilhões. Até o próximo ano, a reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) determinou que os países farão estudos econômicos sobre o impacto do novo bloco. O projeto já existia, mas ganhou impulso depois que a Organização Mundial do Comércio (OMC) fracassou em chegar a um acordo sobre a queda de tarifas e subsídios. Com a suspensão das negociações em Genebra, países como o Japão optaram por acelerar projetos que não tinham ainda saído do papel. No caso do bloco asiático, a idéia inicial era a conclusão das negociações apenas em 2020, data que foi antecipada nesta semana para 2015.Pelo entendimento, o objetivo seria de criar uma área de livre comércio para bens e serviços, além de facilidades para o fluxo de capital e de mão-de-obra. O governo do Japão já prometeu US$ 86 milhões para estudar a viabilidade do projeto, uma atitude que revela uma mudança significativa na política externa de Tóquio, tradicionalmente contrária a acordos regionais. Ficou ainda a cargo da Malásia preparar uma agenda dos temas que terão de ser ajustados para que os chefes-de-estado dos países envolvidos possam dar um sinal verde para o projeto no final do ano. Se tudo correr bem, diplomatas acreditam que as negociações de fato possam começar a ocorrer em 2008. Na avaliação de Tóquio, os ganhos para a região com o acordo poderiam chegar a US$ 215 bilhões. OposiçãoApesar do início dos trabalhos terem sido aprovados, nem todos na região acreditam na viabilidade do projeto, considerado como "ambicioso demais" por alguns. Setores como o agrícola e o de automóveis prometem ser obstáculos para a concretização do projeto. Já ex-líderes da região alertam que o bloco não tem estrutura ainda para comportar tal projeto e que a negociação poderia levar mais tempo do que se imagina.

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