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Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Ásia tropeça e EUA enfrentam teste com varejo

As economias asiáticas viram evidências de enfraquecimento da produção nesta sexta-feira, enquanto nos Estados Unidos as vendas no feriado de Ação de Graças impõem um importante teste sobre a capacidade de o país se recuperar da crise global. A tensão em Mumbai, capital comercial da Índia, e uma campanha da oposição para derrubar o governo na Tailândia mostram os riscos políticos a que estão expostos mercados emergentes já afetados pela crise econômica. Na Europa, dados mostraram que a economia da zona do euro encolheu, a inflação diminuiu com mais rapidez que o esperado e o desemprego aumentou além do previsto --fatores que elevam a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) corte a taxa de juro significativamente na próxima semana. A pior crise em décadas continua a se espalhar. O conglomerado alemão ThyssenKrupp divulgou lucro antes de impostos melhor que o esperado, mas não anunciou previsões para o ano que vem. A companhia informou que não pode descartar paralisações na produção, semanas de trabalho mais curtas e demissões nos setores de aço, motores e construção. O Japão anunciou uma queda de 3,1 por cento na produção industrial de outubro, acima do esperado. Os gastos do consumidor na segunda maior economia do mundo caíram 3,8 por cento na comparação com o ano passado, também pior que o estimado. "A produção está diminuindo bem mais rápido que o previsto. As companhias estão ajustando sua produção", disse Takumi Tsunoda, economista sênior da Shinkin Central Bank Research. "As montadoras são as mais atingidas, mas a turbulência está começando a se espalhar por outros setores." "BLACK FRIDAY" Muitos estão atentos a esse final de semana nos Estados Unidos. As vendas da chamada "Black Friday", um dia após o feriado de Ação de Graças, vão ser um importante teste da confiança do consumidor. Mas a expectativa de desemprego pode abater os gastos apesar das liquidações antes do Natal. "Os gastos do consumidor com presentes vão cair consideravelmente", afirmou Eric Anderson, professor de marketing da Kellogg School of Management. "A 'Black Friday' será a primeira indicação de quão ruim vai ser."

RAL, REUTERS

28 de novembro de 2008 | 11h38

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