Paulo Whitaker/ File Photo
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Assembleia de credores da Odebrecht é adiada para 18 de março

A decisão foi tomada nesta quarta-feira em assembleia que durou pouco mais de 20 minutos

Wagner Gomes, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 17h52

A assembleia de credores da Odebrecht foi adiada para o dia 18 de março. O plano de recuperação judicial está previsto para ser entregue uma semana antes, no dia 13 de março.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira em assembleia que durou pouco mais de 20 minutos e teve apenas um voto contrário para o adiamento, de Russel Reynolds, que tem menos de 1% de participação na companhia.

Eduardo Munhoz, advogado da Odebrecht, disse que as negociações com os credores está avançando e o plano deve ser aprovado na próxima reunião. "Existem pontos de divergência, mas não um impasse entre a companhia e os credores. Não é normal tantos adiamentos, mas sentimos que a negociação está avançando, está ficando mais madura. Esse prazo estabelecido hoje é bem realista, todos concordam com isso", afirmou.

A proteção à Justiça foi pedida em junho do ano passado. A companhia tem uma dívida declarada de R$ 98,5 bilhões. Entre os credores estão Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e BNDES, detentores de créditos de R$ 13 bilhões garantidos por ações da petroquímica Braskem.

Há um impasse com o BNDES, maior credor entre as instituições públicas, com R$ 8,7 bilhões. Munhoz admitiu que existe um impasse que envolve a Atvos, empresa de açúcar e etanol, na aprovação do plano entre os bancos credores. Ele explicou que já havia previsão de fusão e aquisição da Atvos, mas não da mudança de controle da companhia.

Fontes de mercado já disseram que o BNDES exige que o grupo abra mão do controle da Atvos para aprovar o plano. O banco também tem créditos na Atvos, que tem dívidas de R$ 11 bilhões.

Internacional

A assembleia de credores da holding internacional Odebrecht Finance (OFL), que está em recuperação judicial, ficou marcada para o dia 12 de fevereiro. A reunião acontecerá no escritório da Munhoz Advogados, na zona sul de São Paulo, às 13 horas.

Os credores da holding são detentores de bônus emitidos no mercado internacional no valor de R$ 3,1 bilhões, que são garantidos pela OEC, braço de engenharia do grupo Odebrecht.

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