Assembléia de SP pode aprovar venda da Nossa Caixa

O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou à Agência Estado que a instituição tem condições de aprovar a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil 60 dias após o envio de um projeto pelo governo paulista solicitando a aprovação da alienação da sua participação no capital do banco estadual, que é de 71,25%. Os 28,75% restantes estão em poder de acionistas minoritários."Meu sentimento é de que não haveria problemas para a aprovação desta operação pela Assembléia, desde que obedeça três condições básicas: preço de venda de mercado, além da garantia dos direitos dos trabalhadores e dos minoritários", frisou. Para Vaz de Lima, o preço mínimo da venda deve ficar próximo a duas vezes o patrimônio da Nossa Caixa, que atingiu R$ 2,867 bilhões no balanço de 31 de março deste ano. Portanto, o preço mínimo deveria ficar ao redor de R$ 5,7 bilhões. Na avaliação do deputado, há boas condições para a Assembléia Legislativa apoiar a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil porque a operação não é uma privatização, mas sim uma transação entre duas instituições públicas. Como o BB quer ampliar de forma expressiva sua atuação no Estado de São Paulo, o mercado mais rico do País, a tendência é de o banco federal expandir suas atividades, o que deve requerer um número expressivo do corpo de empregados da Nossa Caixa. Para ele, se essa negociação fosse feita com um banco privado a aceitação na Assembléia poderia ser mais difícil, pois haveria maiores preocupações por parte dos parlamentares com um eventual processo mais radical de enxugamento de despesas e demissões de funcionários do banco estadual. "Não tenho dúvidas de que a incorporação da Nossa Caixa pelo BB deve ser positiva para São Paulo, para os funcionários e para os acionistas minoritários", frisou. De acordo com Vaz de Lima, os entendimentos políticos entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o governador de São Paulo, José Serra, estão avançados e o Banco do Brasil e a Nossa Caixa devem apresentar em breve um preço que cada parte considera razoável. Ele ponderou que será necessária uma terceira avaliação independente, provavelmente de uma empresa de auditoria com experiência internacional, que será capaz de estimar um valor justo de mercado pela Nossa Caixa. O deputado do PSDB disse que se os poderes executivos federal e estadual não contratarem a auditoria independente, a Assembléia Legislativa de São Paulo tomará esta decisão. De acordo com o presidente da Assembléia Legislativa, os direitos dos funcionários da Nossa Caixa precisam ser preservados para que a incorporação seja aprovada pelos deputados. Ele frisou que isso não significa garantia de emprego, mas sim maximizar os recursos humanos do banco estadual.

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