Assembléia do Rio vota desapropriação de fábrica da Parmalat

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio vota nesta terça-feira um projeto de lei que autoriza a governadora Rosinha Matheus a desapropriar a fábrica da Parmalat em Itaperuna pelo valor simbólico de R$ 1. A unidade, por força de liminar judicial, já vem sendo gerida por um comitê externo que espera realizar até amanhã o pagamento aos produtores pelo fornecimento em janeiro."A autorização para a desapropriação da fábrica é mais um instrumento para que possamos manter o funcionamento, em caso de recurso da Parmalat contra a ação do comitê externo", explicou o deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), autor do projeto de lei. A empresa já tentou duas vezes reverter a situação, lembra o presidente da Federação de Agricultura do Rio de Janeiro, Rodolfo Tavares.O comitê, formado por representantes do governo estadual dos produtores, trabalhadores e municípios atendidos, assumiu a gestão da fábrica de Itaperuna há duas semanas. Segundo Tavares, a empresa já mantém uma operação independente da matriz, com seu próprio fluxo de caixa. "Eles devem estar pagando os produtores até terça-feira", informou. O prazo para o pagamento referente a janeiro venceu nesta segunda, mas os novos gestores ainda analisavam as contas da empresa.A Parmalat deve cerca de R$ 1,8 milhão referente aos meses de novembro e dezembro. De acordo com o subsecretário de Agricultura do Rio, Alberto Mofati, a intervenção nacional na empresa dificultou o diálogo entre o comitê externo e a matriz. Picciani disse que, assim que for aprovada a lei, a governadora estará autorizada a desapropriar toda a unidade, incluindo equipamentos e instalações administrativas.

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