Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Assembléia pode aprovar venda da Nossa Caixa em 4 semanas

Segundo presidente do Parlamento de SP, projeto de lei que solicitará aprovação deve chegar nos próximos dias

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 13h54

O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou à Agência Estado que deve chegar ao parlamento paulista nos próximos dias, no máximo na próxima semana, o projeto de lei do governo do Estado que solicitará a aprovação da venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil. Segundo o deputado, se o projeto do Poder Executivo contemplar soluções favoráveis para alguns temas importantes, especialmente a preservação do emprego dos funcionários do banco estadual e o direito dos acionistas minoritários, a proposta deve ser aprovada pelo Legislativo em quatro semanas. Veja também:Lula e Serra não discutirão venda da Nossa Caixa, diz MúcioAção da Nossa Caixa sobe mais de 80% com interesse do BBGoverno age por vaidade, diz associação de minoritários do BBLula quer Banco do Brasil de volta ao topo do ranking Veja o que muda com a Medida Provisória 443De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Para Vaz de Lima, há boas condições para que seja aprovado em um mês, pela Assembléia Legislativa, o projeto de lei que deverá ser enviado pelo governador José Serra (PSDB). Para ele, os deputados, inclusive os vinculados ao PT, vêem de forma positiva a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, pois há perspectivas de que os empregos dos funcionários do banco estadual serão preservados.  Antes da fusão do Unibanco com o Itaú, o BB já tinha manifestado grande interesse pela Nossa Caixa, pois a instituição queria fortalecer sua atuação no mercado paulista. Agora que o Banco do Brasil não é mais líder de mercado, a compra do banco estadual se tornou ainda mais prioritária, o que aumenta as chances de boa parte dos postos de trabalho ser mantida. Na Assembléia Legislativa, é comentado que a operação de venda deve ficar ao redor de R$ 7 bilhões. "Certamente, os deputados estaduais, inclusive os filiados ao PT, estão muito atentos à preservação dos empregos dos funcionários da Nossa Caixa", comentou Vaz de Lima. "Na minha avaliação, o projeto deverá vir muito bem formatado e também deverá contemplar de forma positiva outras questões, como a manutenção no banco dos R$ 15,8 bilhões em depósitos judiciais realizados junto à Nossa Caixa, a folha de pagamento dos servidores estaduais e a defesa dos interesses dos acionistas minoritários, que possuem 28,75% da participação no capital da instituição financeira", frisou. Os salários de 1,1 milhão de funcionários públicos de São Paulo são depositados na Nossa Caixa, o que representa um montante mensal de R$ 2,4 bilhões. De acordo com o presidente da Assembléia Legislativa, a autorização dos deputados para a venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil deve ocorrer até meados de dezembro, pouco antes que o parlamento paulista aprove o Orçamento estadual de 2009. Há interesse do governo estadual em vender a instituição ainda neste ano para que uma parcela expressiva dos recursos que serão obtidos com a alienação torne viável a previsão de investimentos da administração José Serra para o próximo ano, que é de R$ 18 bilhões. Do total dos investimentos previstos, dois terços devem ser destinados a projetos na área de transportes, com destaque para rodovias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.