Assessor da Casa Branca propõe sistema global de falências

O presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, R. Glenn Hubbard, afirmou que os mercados financeiros devem se antecipar ao FMI e criar seu próprio sistema global de falências. A proposta foi feita menos de dez dias depois de os países mais industrializados orientarem o FMI a desenvolver um sistema internacional de falências, para lidar com crises de países fortemente endividados. Para Hubbard, o plano em discussão no FMI é uma "contribuição valiosa" ao debate sobre como minimizar os efeitos de crises financeiras em países emergentes. A proposta, porém, exigiria emendar a carta de constituição do FMI, o que seria um processo "lento e difícil" e exigiria a aprovação de pelo menos 157 dos 184 países-membros do Fundo. Hubbard disse que o sistema seria implementado mais rapidamente caso os mercados financeiros o desenvolvessem. Ele propôs a criação de um "fórum voluntário" que poderia "funcionar como um tribunal local de falências; um tomador de créditos poderia dirigir-se ao fórum e pedir o início de procedimentos para uma reestruturação". O fórum serviria, então, como administrador das reivindicações dos credores e organizaria um comitê para supervisionar o processo de reestruturação da dívida. "Valeria a pena encorajar a formação de um fórum voluntário como esse e observar a eficácia de suas operações. Se ele se mostrar ineficaz, a proposta de mudar os estatutos (do FMI) ganhará peso. Se o fórum for eficaz, então evitaremos as dificuldades de emendar os artigos da carta do FMI", disse o assessor da Casa Branca.

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