Assessor do FMI não descarta recorrer a fundos do BCE

O atual assessor para a diretoria-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, não descarta a possibilidade de a instituição recorrer a novos fundos do Banco Central Europeu (BCE). "O FMI pode tomar emprestado de qualquer um, seus Estados membros e bancos centrais", afirmou Lipsky à Dow Jones durante uma conferência em Frankfurt.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

18 de novembro de 2011 | 13h50

A proposta do Banco Central Europeu (BCE) de emprestar dinheiro para o FMI, para que este possa financiar pacotes de resgate a países problemáticos da zona do euro, está ganhando força, segundo duas fontes com conhecimento direto do assunto. Se todas as partes chegarem a um consenso, um acordo pode ser anunciado na reunião de cúpula da União Europeia, em 9 de dezembro.

"A Alemanha e o BCE ainda são contra a ideia, mas sem outras alternativas viáveis as conversas podem começar em breve. Isso é urgente, porque é necessário que algo esteja à disposição se a Itália precisar de um pacote de socorro", disse uma alta autoridade de um governo da zona do euro. Mas Lipsky recusou-se a comentar a ideia.

O ministro das Finanças de Alemanha, Wolfgang Schaeuble, descartou qualquer ideia de ver o BCE imprimindo dinheiro, essencialmente, para resolver a crise da zona do euro. Ele disse que tal movimento poderia acalmar os mercados por alguns meses, mas os mercados financeiros poderiam pensar, então, que o euro já não é uma moeda estável". As informações são da Dow Jones.

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