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Assessor econômico do PT diz que meta de inflação precisa mudar

O colaborador do programa econômico do PT e professor da Unicamp, Ricardo Carneiro, disse que o sistema de metas de inflação precisa ser mudado, pois não é possível ter inflação de dois dígitos no Brasil, como deve ocorrer este ano.O professor se diz favorável ao sistema de metas, mas adianta que esse regime precisa ser mais flexível. Ele afirma que a inflação atual deriva de preços administrados pelo governo e da desvalorização do real. Segundo Carneiro, um aumento dos juros afeta 22% dos preços da economia.Para o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, atualmente sócio de uma consultoria, a imagem do regime de metas de inflação está arranhada, pelo não cumprimento do segundo ano consecutivo. De acordo com ele, a expectativa é de que o IPCA chegue a 10% neste ano, bem distante da meta inicial de 4% e que foi sendo sucessivamente revista durante 2002.Loyola acredita que o regime de metas deve ser mantido, pois permite convergir e conter expectativas. De acordo com o ex-presidente do BC, a inflação atual é de oferta, derivada de uma bolha cambial, e que o juro alto é utilizado para conter o repasse dos preços administrados, por exemplo derivados de petróleo, para o consumo.A inflação de dois dígitos cria uma "situação difícil" para a economia e que o BC deve manter a política monetária rígida para melhorar as expectativas e estourar a bolha cambial", diz Loyola. Ele acrescentou que é importante evitar a indexações dos preços e que os eventuais reajustes salariais deveriam ser negociados caso a caso, sem uma "imposição mandatória".Carneiro e Loyola participam do seminário "Os Desafios da Economia Brasileira para os Próximos 4 Anos", que acontece em São Paulo.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2002 | 16h25

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