Assessores de Lula acompanham entrevista de Morales, mas não comentam

Assessores do governo brasileiro acompanharam em Viena, Áustria, a entrevista do presidente boliviano, Evo Morales, na qual afirma, ente outras coisas, que a Petrobras desenvolvia atividades ilegais no seu país.Os assessores não quiseram comentar e devem informar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o teor da entrevista, tão logo ele chegue a Viena, o que deve ocorrer por volta das 18 horas, hora local (13h em Brasília).O presidente Lula embarcou na noite de quarta-feira para a Viena, onde participará, amanhã, da IV Reunião de Cúpula dos Países da União Européia, América do Sul e Caribe.Segundo Evo Morales, a estatal brasileira de petróleo não deve ser indenizada por ter sido expropriada. "Ocorreria indenização se tivesse ocorrido apropriação de ativos, de tecnologia", disse Morales. "Não é esse o caso", afirmou.As declarações do presidente boliviano ocorrem um dia após a tensa negociação de cinco horas, em La Paz, entre os ministros de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau; de Mineração e Hidrocarboneto da Bolívia, Andrés Soliz Rada, pelos presidentes da Petrobras, Jose Sérgio Gabrielli, e da YPFB, Jorge Alvarado.Em nota divulgada após o encontro (a entrevista coletiva foi cancelada), as partes informam que vão discutir "uma revisão" nos preços e concordaram "que a proposta de revisão seja tratada de forma racional e eqüitativa, ao amparo dos mecanismos estabelecidos no contrato de compra e venda de gás natural".

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