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Asset management: garantia para clientes

Para garantir que os investidores não sejam prejudicados por interesses dos bancos que administram fundos de investimento, foi criada a divisão entre as áreas de gestão de recursos e de tesouraria dos bancos brasileiros, chamada de "chinese wall" (muralha da China, em inglês). Segundo especialistas, a divisão funciona bem, mas não está livre de falhas e tende a se tornar menos efetiva quanto menor for a instituição. No caso de instituições maiores, diretorias e até prédios são separados. Isso porque o gestor de fundos é responsável pela composição das carteiras de investimentos e por recomendações de papéis aos clientes do banco. Com a divisão, não há comunicação entre a área de gestão de recursos, chamada "asset management", e a de tesouraria do banco, evitando, dessa forma, que as recomendações de investimento sejam manipuladas de acordo com os interesses de lucro dos bancos. Um caso recente levantou no mercado a discussão sobre o tema. Em maio do ano passado, o analista Pedro Guimarães, do Santander Investment, divulgou um relatório aos seus clientes mostrando que o Banespa tinha um rombo de até R$ 5,755 bilhões. Ele recomendava a venda das ações do Banespa. Meses depois, o Santander protagonizou lance surpreendente e desembolsou R$ 7 bilhões pelo banco paulista. Segundo o banco, a existência de comportamentos opostos prova a existência da segregação de áreas na instituição.

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2001 | 12h41

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