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Assim como EUA, mercado de imóveis da China tem problemas

São eles: o elevado preço dos imóveis e a ascensão das taxas de juros

Paulo Vicentini, do Estadão,

22 de agosto de 2007 | 20h02

O setor hipotecário da China vem apresentando sintomas similares à crise do mercado de hipotecas subprime nos Estados Unidos (mercado com risco de calote). São eles: o elevado preço dos imóveis e a ascensão das taxas de juros. A avaliação partiu do analista do Instituto de Pesquisas Financeiras da Academia de Ciências da China, Peng Xingyun. "O fortalecimento os mecanismos de supervisão e da gestão de riscos do setor de hipotecas chinês é imprescindível", afirmou Peng ao China Daily, jornal oficial em inglês da China. Inadimplência nos EUA tem maior alta em 16 anos Já para Tao Dong, economista-chefe do Credit Suisse First Boston Asia, a crise nos Estados Unidos ativou o alarme no mercado bancário chinês. "Os bancos serão mais cuidadosos durante a avaliação da solvência daqueles que pretendem adquirir um imóvel", afirmou Tao. Conforme os dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), os investimentos no segmento imobiliário totalizaram US$ 159 bilhões entre janeiro e julho deste ano, com um avanço de 28,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor médio dos imóveis nas 70 maiores cidades chinesas subiu 7,5% em julho, na comparação com julho do ano passado - nível recorde desde janeiro de 2006. Mas, em Shenzhen, o aumento observado dos imóveis em julho foi de 16,1% sobre idêntico mês do ano passado, enquanto os imóveis de segunda mão tiveram valorização de 21,4% no comparativo anual. Em Pequim, durante o mesmo intervalo, os preços dos imóveis novos subiram 11%. "A crise elevou a necessidade de se desenhar um mecanismo de supervisão mais rigoroso sobre os créditos das pessoas físicas, além do aumento do sinal das hipotecas", disse o diretor de Inspeção e de Ratificação da sucursal do Banco de Desenvolvimento de Shenzhen em Pequim, Li Ling. "Atualmente, o sinal das hipotecas oscila entre 20% e 30% do valor total dos imóveis. Mas, em termos reais, o valor gira ao redor de 10%, podendo chegar a zero, em virtude da subida dos preços", explicou Li. Comércio As tensões entre a China e os Estados Unidos já ameaçam as exportações americanas de soja. A Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ, na sigla em inglês) da China revelou ontem, em seu site, que seus agentes sanitários "encontraram recentemente problemas de qualidade" em carregamentos dos EUA. "As autoridades americanas já foram notificadas, a fim de que investiguem os casos", diz nota oficial. Segundo a AQSIQ, os agentes sanitários detectaram ervas daninhas que podem ameaçar a agricultura e o meio ambiente da China. O órgão destacou ainda que os produtos analisados "continham uma aguda presença de herbicidas, ocultando assim eventuais danos à saúde dos consumidores chineses". As autoridades chinesas alegam que os testes constataram "perda de calorias e um grau de impureza acima das normas contratuais nos produtos, ao mesmo tempo em que o nível de proteínas e de óleo dos grãos de soja não atinge os padrões contratuais".

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