Assinatura básica de telefone poderá ficar 50% mais barata

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou hoje que anunciará amanhã um novo serviço telefônico, destinado à camada de baixa renda da população, com uma tarifa de assinatura básica 50% mais barata que atual, que custa em média R$ 40. Ao participar de audiência pública na Comissão de Educação do Senado, o ministro disse que está em curso uma negociação com as empresas de telefonia que permitirá esse desconto. Costa adiantou que esse novo serviço terá todos os benefícios do telefone convencional, como a franquia de 100 pulsos mensais e a possibilidade de ligar nos feriados e fins de semana pagando apenas um pulso por ligação. O ministro afirmou, também, que o custo da ligação local será o mesmo cobrado atualmente, mas não explicou detalhes do entendimento feito com as empresas. Resistência por parte das empresas As operadoras têm resistido à proposta de reduzir a cobrança da assinatura, argumentando que essa taxa representa cerca de 40% de seu faturamento. Para aceitar a redução, as operadoras sempre exigiram uma compensação, seja na forma de utilização de recursos de fundos do setor ou na restrição dos serviços, limitando o uso desse telefone apenas à telefonia fixa, proibindo as chamadas para celular. Esse serviço seria destinado a uma população que ganha até três salários mínimos, o que beneficiaria, segundo o ministro, cerca de 35 milhões de pessoas que, em sua maioria, ainda não tem telefone fixo em casa. Costa disse que, amanhã, será feita uma reunião com as empresas de telefonia para acertar os últimos detalhes desse acordo. "Vejo que nas últimas semanas as empresas começaram a trabalhar para encontrarmos uma solução e não simplesmente jogar pedra no ministro e dar pancada nos ministro das Comunicações", afirmou.

Agencia Estado,

27 Setembro 2005 | 16h08

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