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Assinaturas digitais do jornal 'The New York Times' sobem 27%

Os bons números levaram o NYT a ter receita de US$ 709 milhões em seus negócios digitais

Bruno Capelas, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2019 | 20h36

O jornal americano The New York Times anunciou ontem que teve alta de 27,1% no número de assinaturas digitais ao longo de 2018. A publicação tinha, no final de dezembro, 3,4 milhões de assinantes em sua versão online. Os bons números levaram o NYT a ter receita de US$ 709 milhões em seus negócios digitais. 

A expectativa, revelou a empresa em seus resultados financeiros para o período, é de bater a marca de US$ 800 milhões em faturamento digital até 2020. Outra meta para o futuro é a de chegar a 10 milhões de assinantes até 2025 – hoje, o New York Times tem ao todo 4,3 milhões de assinantes, incluindo sua versão impressa. Só no quatro trimestre de 2018, a empresa ganhou 265 mil novos assinantes – foi o melhor período para a publicação desde a eleição de Donald Trump à presidência americana, no final de 2016. O governo Trump, aliás, tem incentivado novas assinaturas do NYT. 

“Como vamos fazer para cumprir estes objetivos? Em primeiro lugar, com jornalismo”, disse Mark Thompson, presidente executivo do New York Times, na nota divulgada aos investidores. Em 2018, o jornal contratou 120 jornalistas, chegando a uma equipe total de 1600 pessoas em sua redação. É um recorde histórico para o veículo – que vai na contramão de outras publicações, como Vice Media e Buzzfeed, que anunciaram cortes recentes em suas equipes nos EUA. 

“Com as contratações e os números que o NYT revelou hoje, sua meta de bater US$ 800 milhões em receita digital em 2020 é algo realista”, destacou o professor Rosental Calmon Alves, professor do Knight Center for Journalism, da Universidade de Austin, no Texas, em sua conta no Twitter. 

Resultados totais

Ao longo do ano passado, o jornal teve receita de US$ 1,75 bilhões, em alta de 4,4% com relação a 2017 – os resultados online compensaram a queda de 10,2% no faturamento com publicidade no jornal impresso. 

Já o lucro caiu de US$ 90,5 milhões para 74,7 milhões – a empresa disse ter sido afetada por ter uma semana a menos em seu ano fiscal em 2018, na comparação com o ano anterior, bem como por ter tido maior fluxo de contratações. 

A empresa destacou ainda que tem US$ 826 milhões em caixa – parte desses recursos será utilizada para aumentar os dividendos aos acionistas, bem como exercer o direito à recompra do Edifício do New York Times até o final do ano, por US$ 250 milhões. 

Outro ponto interessante dos resultados da empresa é o fato de que 16% dos assinantes do New York Times estão fora dos Estados Unidos. "Há uma oportunidade para sermos produtores de notícia globais", disse Meredith Levien, diretora de operações da empresa. 

Os bons números revelados ontem fizeram as ações do New York Times subirem 11,5% na bolsa de valores de Nova York, encerrando o dia cotadas em torno de US$ 30. Com isso, a avaliação de mercado da empresa está em torno de US$ 4,95 bilhões. 

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