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Associação Comercial cria rival para a Serasa

Com aporte do fundo de private equity TMG Capital, foi lançada oficialmente ontem a Boa Vista Serviços

Silvana Mautone, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2010 | 00h00

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o fundo de private equity TMG Capital anunciaram ontem oficialmente a criação da Boa Vista Serviços. A empresa vai atuar principalmente na análise de crédito, competindo diretamente com a Serasa Equifax e com a Equifax.

A Associação Comercial tem 65% da nova empresa, enquanto o TMG Capital, que aportou R$ 220 milhões na sociedade, ficou com 25%. Os outros 10% pertencem ao Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, à Associação Comercial do Paraná e à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.

A Boa Vista Serviços foi criada por meio da desmutualização da área de análise de crédito da ACSP. Essa área engloba o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A transformação do SCPC em uma empresa separada, no modelo de sociedade anônima, havia sido anunciada no último mês de abril, assim como a parceria com o fundo TMG, mas só agora o processo de due diligence (análise das informações da empresa) foi concluído.

Segundo o sócio-presidente do TMG, Luiz Francisco Viana, não está descartado um futuro IPO (processo de abertura de capital) da Boa Vista Serviços. "Mas isso pode levar de três a oito anos", disse. Ainda de acordo com ele, o TMG pode ampliar sua participação acionária na empresa em até 40%, por meio de novos aportes financeiros, conforme estipulado em contrato.

Ao longo de 2009, o SCPC teve faturamento de R$ 320 milhões. O presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado, não revelou estimativas de faturamento e de participação de mercado da nova empresa. "O que posso dizer é que vamos crescer acima da média do setor, que hoje gira em torno de 20% ao ano."

Segundo o presidente do fundo de private equity, estão nos planos da Boa Vista Serviços crescer por meio de novas aquisições, mas não apenas na área de análise de crédito. "Em outros países, cerca de 15% do faturamento de empresas de bureau de crédito já vêm de produtos e serviços que não estão relacionados a crédito", destacou.

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