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Associação de bancos rejeita plano de Lavagna

A Associação dos Bancos da Argentina (ABA) rejeitou a proposta do ministro da Economia, Roberto Lavagna, para eliminar as restrições às retiradas bancárias e estimular o consumo doméstico. "As iniciativas sendo consideradas não trazem uma solução integral ou definitiva para os problemas enfrentados hoje pelos depositantes, pelos clientes de crédito e pelos bancos", diz a nota divulgada ontem, de oito pontos, assinada pelo diretor-executivo da ABA, Norberto Peruzzotti. Para os bancos, a proposta de Lavagna "é discriminatória e irrazoável, porque estabelece um precedente muito perigoso para o futuro e vai acabar consumindo o capital dos bancos, complicando ainda mais a devolução dos depósitos para os poupadores", acrescenta a nota. A proposta de Lavagna prevê a emissão de vários bônus de curto e de longo prazo para compensar os depositantes pelo congelamento de suas contas; esses títulos poderiam ser usados para comprar imóveis, bens duráveis e bens de capital. O anúncio oficial da proposta foi adiado devido à discordância do presidente do Banco Central, Mario Blejer, e para que o governo possa negociá-la com os governadores das Províncias argentinas; ele deverá ser feito ainda nesta semana. A ABA também diz que o plano de Lavagna "insiste em soluções compulsórias para a crise bancária argentina, uma emergência em que os limites bancários devem ser reduzidos progressivamente". Esses limites "são intrinsecamente transitórios por natureza e deveriam ser removidos o mais rápido possível", mas só quando os preços ao consumidor se estabilizarem e as reservas do Banco Central puderem ser protegidas.Leia o especial

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