Associação de Supermercados rebate críticas da Fiesp

A indústria precisa se adaptar ao novo tipo de negociação com os supermercados imposto pela entrada de grandes redes estrangeiras no País, a partir da década de 1990. A afirmação é do presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Sussumu Honda, em resposta às críticas feitas hoje pelo presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva. Em evento na entidade, Piva criticou a forte concentração do setor em cinco grandes grupos, que tem aumentado a dificuldade do diálogo entre indústria e comércio (veja matéria no link abaixo).Segundo Honda, a indústria no Brasil sempre teve o comando do mercado de consumo, inclusive definindo os preços. No entanto, o varejo evoluiu e os supermercados se mostraram o meio mais eficaz de distribuição. "Com a entrada das multinacionais do varejo, o processo se inverteu. A indústria agora tem de se adaptar", afirmou. Sussumu admitiu que as grandes corporações têm grande poder de barganha, de fato. Mas acredita que o ritmo de crescimento da concentração vai diminuir, até porque as possibilidades de novas aquisições estão diminuindo.

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